domingo, 30 de maio de 2010

Primeiro humano 'infectado com vírus de computador'.

Microchip rfid riceImage via Wikipedia

Primeiro humano 'infectado com vírus de computador'.

Por Rory Cellan-Jones

Correspondente de tecnologia, BBC news

Um cientista britânico diz que ele é o primeiro homem no mundo a se tornar infectado com um vírus de computador.

Dr. Mark Gasson da Universidade de Reading contaminou um chip de computador que foi depois inserido em sua mão.

O dispositivo, que habilita ele a passar por portas de segurança e ativa seu telefone celular, é uma versão sofisticada dos chips de identificação usados para rastrear animais de estimação.

Em experiências Dr. Gasson mostrou que o chip era capaz de passar o vírus do computador para sistemas externos de controle.

Se outros chips implantados tivessem então conectados ao sistema eles também teriam sido corrompidos, ele disse.

Alerta médico

Dr. Gasson admite que o teste é uma prova do princípio, mas ele acha que isso tem implicações importantes para o futuro, onde dispositivos médicos tais como marcapassos e implantes cocleares se tornam mais sofisticados, e arriscam ser contaminados por outros implantes humanos.

"Com os benefícios desse tipo de tecnologia vêm os riscos. Nós podemos melhorar a nós mesmos de algum jeito, mas bem como as melhorias com outras tecnologias, telefones móveis, por exemplo, elas se tornam vulneráveis a riscos, tais como problemas de segurança e vírus de computador."

Dr. Gasson prevê que um uso mais amplo será feito da tecnologia implantada.

"Esse tipo de tecnologia tem sido comercializada nos Estados Unidos como um tipo de bracelete de alerta médico, assim se você for encontrado inconsciente você poderá ser escaneado e seu histórico médico trazido."

Professor Rafael Capurro do Instituto Transfer-Steinbeis de Ética da Informação na Alemanha disse a BBC que a pesquisa era "interessante".

"Se alguém puder conseguir acesso on line a seu implante, poderia ser grave," ele disse.

Cirurgia Cosmética

Professor Capurro contribuiu para um estudo ético em 2005 para a Comissão Europeia que visava o desenvolvimento de implantes digitais e o possível abuso deles.

"De um ponto de vista ético, a vigilância de implantes pode ser tanto positiva quanto negativa," ele disse.

"A vigilância pode ser parte do cuidado médico, mas se alguém quiser fazer mal a você, poderia ser um problema."

Além disso, ele disse que deve haver cautela se implantes com capacidades de vigilância começarem a ser usados fora do ambiente médico.

Contudo, Dr. Gasson acredita que haverá uma demanda para essas aplicações não essenciais, assim como as pessoas pagam pelas cirurgias cosméticas.

"Se pudermos encontrar uma maneira de melhorar a memória de alguém ou seu QI então há uma possibilidade real de que as pessoas escolherão ter esse tipo de procedimento invasivo."

Dr. Gasson trabalha na Escola de Engenharia de Sistemas da Universidade de Reading e apresentará os resultados de sua pesquisa no Simpósio Internacional para Tecnologia e Sociedade na Austrália no próximo mês. O Professor Capurro também falará no evento.

Nota: Este ano começarão a ser emitidas as carteiras de identidade com microchip embutido, contendo informações essenciais sobre a vida do portador da carteira. A propaganda enganosa do governo é que ela é mais segura por ser digital e mais prática por acomodar em um só documento todos os números de documentos como CPF, carteira de trabalho, de motorista e passaporte.

Se até um microchip RFID de implante pode ser hackeado e infectado por vírus, qual a garantia de que os dados contidos no microchip da identidade não poderão também ser acessados ilegalmente? Nenhuma garantia. A vantagem para o governo é que estaremos mais acessíveis e fáceis de ser vigiados.


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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Jornalistas confrontam David Rockefeller em fórum da Comissão Trilateral

NEW YORK - MAY 26:  David Rockefeller attends ...Image by Getty Images via @daylife

Sovereign Independent confronta Rockefeller no fórum da Trilateral em Dublin

"Mr. Rockefeller. Você nunca conseguirá sua Nova Ordem Mundial... Nós não somos seus escravos, Nós não somos seus escravos!" Dia 9 de maio nos hotel Four Seasons durante um fim de semana da Comissão Trilateral ás 12h30min da tarde. Foi durante a hora do almoço no restaurante quando dois membros do Sovereign Independent tiveram por acaso uma situação onde eles foram capazes de confrontar David Rockefeller e colocar duas cópias do Sovereign Independent na mesa de jantar em frente dele e dizer meia dúzia de verdades básicas.

Aproximadamente ás 12.15 da tarde de 9 de maio, dois representantes do jornal irlandês The Sovereign Independent, entraram no hotel Four Seasons em Dublin, Irlanda, onde o mais recente encontro da Comissão Trilateral estava tendo lugar e confrontaram David Rockefeller na sua mesa do almoço.

Nós modestamente entramos na área de recepção do hotel e prosseguimos através do saguão para a área de assentos e refeição por trás do recinto onde sentamos e pedimos café. Havia uma mesa imediatamente atrás de nós que estava posta para o almoço de seis pessoas.

Nós tínhamos seis cópias de nosso jornal conosco e discutimos pôr alguns na recepção para Henry Kissinger e David Rockefeller quando para minha absoluta surpresa eu notei o guarda costas de Rockefeller andando em minha direção. Sem agir como suspeito eu então notei a marca registrada de uma bengala atrás do guarda costas e David Rockefeller de repente estava passando por nós e tomou o assento na mesa posta para o almoço diretamente atrás de nós.

Nós imediatamente decidimos que não poderíamos perder esta oportunidade de confrontar o mal sentado em nosso meio e para nossa completa surpresa fomos dado a oportunidade quando o guarda costas pareceu deixar a sala.

Com algumas respiradas profundas ambos levantamos e confrontamos David Rockefeller em sua mesa de almoço em frente de seus convidados com as palavras. "Sr. Rockefeller, você nunca conseguirá sua Nova Ordem Mundial. Nós não somos seus escravos; nós não somos seus escravos.” A sala caiu em profundo silêncio enquanto nossas palavras reverberavam por todo o caminho através da área da recepção com os olhares surpresos nas faces dos convidados de Rockefeller. Rockefeller tinha um olhar de completo choque em sua face enquanto eu me inclinava para ele e colocava uma cópia do Sovereign Independent direto em frente dele em sua mesa tendo o cuidado de não tocar nele de modo nenhum ou atrapalhar qualquer coisa em sua mesa.

Calmamente nos viramos enquanto o guarda costas, claramente não sabendo que nós tínhamos causado a perturbação, passou por nós para chegar a Rockefeller. Andamos aproximadamente 40m para entrada, descemos, passamos pelos oficiais de polícia que estavam presentes e dali para a rua.

Infelizmente devido ao risco de nosso telefone ser tomado de nós enquanto estávamos filmando o vídeo está um pouco trêmulo e Rockefeller só pode ser visto brevemente no final, quase uma silhueta, embora, alguém que conheça como ele se parece deve reconhecê-lo claramente. Ele está somente nos últimos quadros do vídeo na extrema esquerda.

Estivemos lá no dia anterior com Jim Tucker, mantendo um protesto pacífico, do lado de fora dos portões, com um número de outros grupos que tinha corrido bem. Centenas de cópias do jornal foram dadas aos transeuntes que queriam saber o que estava acontecendo.

O Sovereign Independent, em conjunto com outros indivíduos, também está envolvido em uma tentativa para prender Henry Kissinger devido a um mandato de prisão emitido pelas autoridades espanholas que estava, até onde sabemos, ainda válido. Essa evidência foi apresentada para os oficiais de polícia em serviço e registrada. Essa questão está atualmente em andamento com visita a embaixada da Espanha em Dublin sendo feita esta manhã, segunda-feira, 10 de maio.

WeAreChange Irlanda também confrontou David Rockefeller quando ele chegou.

Fonte: http://www.sovereignindependent.com/?=3039


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domingo, 23 de maio de 2010

Alerta para os Cristãos sobre a Nova Ordem Mundial - Parte 2

Neurônios são usados para construir circuito de neurocomputador

Diagrama de arquitetura de computadorImage via Wikipedia

Neurônios são usados para construir circuito de neurocomputador

Redação do Site Inovação Tecnológica

"No cérebro, os neurônios fazem cálculos maravilhosamente num instante, mas se você os coloca sobre uma placa de vidro eles se tornam preguiçosos e 'estúpidos' - ou seja, seu repertório de respostas é muito limitado."

É assim que começa a apresentação do trabalho da equipe de Elisha Moses, do Instituto de Ciências Weizman, em Israel. "Nossa principal questão é como as conexões entre os neurônios podem ser manipuladas para melhorar sua capacidade computacional," afirma o grupo.

Neurocomputador

Os cientistas não estão exagerando: individualmente, um neurônio precisa "descansar" um longo tempo depois de disparar um sinal, até que possa se tornar capaz de disparar o próximo. Isso torna quase impraticável sua utilização em conjunto com sistemas eletrônicos, que são muito mais rápidos.

Agora, Ofer Feinerman e Assaf Rotem, do grupo de Moses, deram um passo importante: eles usaram neurônios para construir portas lógicas - os blocos básicos de um circuito eletrônico - que funcionam de maneira constante e confiável. É o primeiro elemento de um futuro neurocomputador.

Na prática, os pesquisadores substituíram os semicondutores e fios de um circuito eletrônico tradicional por neurônios, que disparam seus sinais elétricos para transferir as informações entre as diversas partes do circuito.

Fios biológicos de neurônios

Para isso, eles construíram minúsculos canais sobre uma placa de vidro. A placa de vidro, à exceção dos canais escavados, é recoberta por um material que repele as células. Isto força os neurônios a cresceram praticamente enfileirados, formando conexões entre as partes do circuito como se fossem "fios biológicos."

Porta lógica biológica

O circuito de demonstração é uma porta lógica AND, que produz uma saída apenas quando recebe duas entradas iguais. A porta lógica biológica tem o formato de uma ferradura, formada por neurônios, contendo um bloqueador iônico para impedir que os sinais elétricos passem de uma perna à outra da ferradura.

Entre os braços da ferradura fica uma outra ilha de neurônios. Unindo a ferradura à ilha, duas finas pontes de axônios permitem que os sinais elétricos sejam trocados entre as áreas.

Quando estimulados por uma pequena dose de um composto químico, os neurônios começam a enviar sinais através do biocircuito. Alterando a largura das pontes, os pesquisadores controlaram a intensidade dos sinais que passam da ilha para os braços da ferradura, construindo sua porta AND - os neurônios na ilha somente produzem uma saída depois de receber sinais das duas pernas da ferradura.

Próteses robotizadas

Segundo os pesquisadores, seus neurônios de laboratório atingiram até 95% de aproveitamento, contra os 40% normalmente observados, o que abre novos horizontes para o desenvolvimento de neurocomputadores mais eficientes.

Agora eles vão trabalhar no desenvolvimento de novas portas lógicas, que permitam a fabricação de circuitos biológicos mais complexos. No futuro, componentes desse tipo poderão permitir o interfaceamento entre circuitos eletrônicos e o corpo humano, para o controle de próteses robotizadas, e entre neurocomputadores biológicos e computadores eletrônicos.

Bibliografia:

Reliable neuronal logic devices from patterned hippocampal cultures
Ofer Feinerman, Assaf Rotem, Elisha Moses
Nature Physics
October 2008
Vol.: Advance online publication
DOI: 10.1038/nphys1099

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Terra entrou em mini-era glacial, diz relatório

McCartney and Pachauri: "Less Meat = Less...Image by European Parliament via Flickr

Terra entrou em mini-era glacial, diz relatório

Luis Dufaur | 19 Maio 2010

O fenômeno é bem conhecido pelos cientistas sérios. Porém, como fere o mito do "aquecimento global" a mídia e os ativistas alarmistas menosprezavam-no aduzindo ser invenção de "céticos" pagos pelas multinacionais.

A Terra ingressou numa mini-era de gelo que poderá durar entre 60 e 80 anos e diminuirá a temperatura global em 0,2º C segundo relatório do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autônoma de México (UNAM), noticiou "La Nación" de Buenos Aires.

O investigador Víctor Manuel Velasco explicou que o fenômeno é causado pela diminuição da atividade solar que vem sendo registrada há anos.

Velasco estudou os períodos glaciais e interglaciais da Terra e a variabilidade solar. Os resultados apóiam uma teoria que poderá quantificar a diminuição da atividade solar e seu impacto na Terra.

"Hipótese alguma sobre mudança climática consegue explicar por que acontecem esses períodos", esclareceu ele.

Para o cientista, a diminuição da temperatura global é devida a "um ciclo natural da natureza" já verificado em outros séculos com lapsos de 120 anos e que depende exclusivamente do sol.

Já em 2010 partes do planeta entraram nessa "mini" era de gelo e "as ondas de neve históricas que estão acontecendo no mundo são mostra disso", acrescentou.

Por exemplo, no século VI houve um mínimo de atividade solar conhecida como "mínimo medieval". Posteriormente veio o "período quente medieval", seguido de mais uma mini era de gelo no Ancien Régime e um novo período quente que se prolongou até o fim do século XX.

O fenômeno, aliás, é bem conhecido pelos cientistas sérios. Porém, como fere o mito do "aquecimento global" a mídia e os ativistas alarmistas menosprezavam-no aduzindo ser invenção de "céticos" pagos pelas multinacionais.

Agora, o fracasso da conferência de Copenhague, o desvendamento em série de fraudes científicas praticadas pelo IPCC e evidenciadas no "Climagate", tornaram mais fácil que informações importantes como os fornecidos pela UNAM cheguem ao grande público.

Luis Dufaur edita o blog Verde, a cor nova do comunismo - http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/

Fonte: www.midiasemmascara.org


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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Chantagem: Como a elite dominante controla os políticos



Chantagem: Como a elite dominante controla os políticos

Por: Paul Joseph Watson

Prison Planet.com

26 de abril de 2010

Rumores de homossexualidade ao redor do senador Lindsey Graham revelam a razão central porque a vasta maioria dos membros do Congresso habitualmente apóia a legislação que é anátema para os interesses das pessoas que eles supostamente representam, porque os políticos raramente alcançam posições de influência sem estarem presos a uma forma ou outra de chantagem.

William Gheen da ALIPAC (Americanos pela Imigração Legal) provocou manchetes nacionais na semana passada durante um discurso em frente de milhares de apoiadores do Tea Party quando ele publicamente solicitou que Graham saía do armário e admita que é gay.

"William Gheen pediu ao senador Lindsey Graham para ser honesto com os eleitores americanos sobre seu estilo de vida homossexual para garantir que o desejo de Graham de guardar isso como um segredo não poderá mais ser potencialmente usado por pessoas do meio político para manipularem o comportamento de Graham," relata Before It's News. "Há muitos precedentes na política americana onde casos amorosos, corrupção, vícios e outras situações que os políticos queriam esconder foram usadas para manipulá-los com uma vantagem desleal."

"Quando você tem um senador americano de um Estado bastante conservador como a Carolina do Sul trabalhando de mãos dadas com Obama e os liberais de Nova York como Senador Schumer para passar uma lei de Anistia para imigrantes ilegais, há algo muito errado," disse Gheen. "Depois das transmissões nacionais de hoje, o público americano saberá o que pessoas do meio político de Washington sabem, esse foi meu objetivo."

O discurso de Gheen se tornou viral no Youtube e despertou um debate nacional sobre a sexualidade de Graham e se isso está sendo usado para chantageá-lo para empurrá-lo na grande agenda do governo.

O segredo aberto de que Graham é supostamente um homossexual explica porque ele constantemente apoia legislações e políticas que são quase universalmente detestadas pelo eleitorado da Carolina do Sul - taxas de carbono e a falsa agenda do aquecimento global, a reforma pró-anistia da imigração, bem como sua hostilidade em direção ao movimento Tea Party.

Graham tem sido rotulado um "Democrata forçado," um "traidor" e uma "desgraça" pelos conservadores por suas políticas e foi confrontado pela sua defesa do aquecimento global durante uma reunião na prefeitura em outubro do ano passado.

Esses golpes estão na própria raiz do porque o governo está quebrado - políticos podem fazer promessas vãs a vontade para o povo para serem eleitos, mas uma vez no gabinete eles mudam a direção e marcham na sintonia da elite dominante. É por isso que quase cada um deles tem algum segredo obscuro pelo qual eles podem ser chantageados se falharem em seguir o consenso de Washington.

Isso é precisamente o que temos testemunhado com o presidente Obama. A despeito de suas promessas de esperança e de uma mudança de direção da administração Bush, Obama tem seguido a mesma agenda com agressiva uniformidade - reclamando da guerra no Afeganistão enquanto expandia a do Paquistão, renovando a Lei Patriota, prolongando os grampos sem permissão e aumentando o tamanho do governo federal a níveis impensáveis enquanto prepara maciços aumentos de impostos.

A origem dúbia de Obama, não apenas a controvérsia do "berço" (o local de nascimento de Obama), mas o fato admitido de que seu nome real é Barry Soetero, tem sido manipulado pela elite dominante à perfeição. Embora nunca tenha sido comentado abertamente, o escândalo é mantido convenientemente borbulhando sob a superfície como uma ameaça de que se Obama alguma vez tentar ser um líder de verdade, seu legado será completamente destruído.

Um aspecto mais sinistro do mesmo processo de chantagem sendo exercida contra Obama é o fato de que ele é constantemente lembrado de que é um alvo para assassinato. Isso estava nas notícias novamente hoje com a história de um homem que foi preso carregando uma arma no aeroporto da Carolina do Sul enquanto o presidente Obama estava partindo a bordo do Air Force One.

Enquanto relatávamos no início desse ano, por toda a campanha presidencial, foi dito constantemente ao público que Obama era um alvo para assassinato e que sua segurança estava sempre em perigo, uma reivindicação que recebeu credibilidade depois de numerosos estranhos lapsos de segurança do serviço secreto em eventos públicos onde Obama realmente foi posto em perigo, seja intencionalmente ou de outro jeito.

A história dos "penetras" também serviu para aumentar a consciência sobre Obama ser vulnerável a ataques de pessoas que podem discretamente se esgueirar pela segurança e ficar face a face com o presidente de forma relativamente fácil.

É claro que os neoconservadores estão mantendo Obama refém e emitindo uma ameaça tenuemente velada pela repetição do mantra de que o único jeito de salvar sua carreira política e sua presidência é atacar o Irã. Há indubitavelmente uma montanha de sujeira sendo guardada no que diz respeito ao passado de Obama que está sendo usado para chantagear o presidente no prosseguimento da agenda da Nova Ordem Mundial - do mesmo jeito que com qualquer presidente antes dele.

Tornar-se presidente dos Estados Unidos e de fato ser eleito chefe de qualquer gabinete político proeminente não é uma oportunidade para mudar as coisas para melhor, é um negócio que os políticos fazem para seguir a agenda ou se eles não seguirem, terem cada complicação de suas vidas particulares expostas para a mídia atacar.

Ser tachado como homossexual, adúltero ou ter qualquer outro segredo pessoal exposto para a infindável excitação da imprensa é a punição mais leve que um político pode enfrentar por sair da linha. Se eles não têm suficiente sujeira neles que possa ser trazida para desacreditar seus nomes, então os métodos mais desagradáveis são usados todos juntos.

Chantagem é a razão primária porque aqueles em Washington consistentemente ignoram seus eleitorados e se empenham por políticas que agradam pouco ou não tem apoio da maioria dos americanos.

É por isso que o congresso tem uma taxa de aprovação de parcos 10 por cento. Nove em dez americanos acham que o congresso está fazendo um trabalho horrível. Essa falta de conexão entre os políticos e o povo não é meramente devido a corrupção inata, é primariamente porque os membros do congresso estão completamente comprometidos mesmo antes de assumir o cargo. Na maioria dos casos, políticos são destruídos pela mídia antes mesmo de serem eleitos se eles não tiverem sujeira que possa mais tarde ser usada para chantagem.

De fato, é por isso que foi permitido que fosse construído um culto da personalidade por trás de Obama para levá-lo ao cargo. É por isso que Wall Street derramou bilhões de dólares no fundo de campanha de Obama - porque eles sabiam que ele estava comprometido, poderia ser facilmente chantageado e, portanto, concordaria zelosamente com as ordens da elite bancária que ele obedientemente serve.


quinta-feira, 13 de maio de 2010

Gravações secretas mostram como China e Índia sabotaram a Conferência do Clima.

[COP 15 ] J+6 Global Day of Climate Action / 1...Image by wwf_france via Flickr

Gravações secretas mostram como China e Índia sabotaram a Conferência do Clima


Tobias Rapp, Christian Schwägerl e Gerald Traufetter

O que de fato aconteceu na conferência do clima da ONU em Copenhague? Gravações secretas obtidas pela “Spiegel” revelam como a China e a Índia evitaram um acordo para lutar contra a mudança climática naquela reunião crucial. Os europeus sem poderes foram obrigados a ficar de lado enquanto o acordo fracassava.

Em determinado momento, sua paciência já tinha se esgotado, tão exaurida quanto o oxigênio na pequena sala de conferências. Ele não conseguia mais ficar parado, nem mesmo por um segundo.

As palavras de repente explodiram da boca do presidente francês Nicolas Sarkozy: “Digo isso com todo o respeito e amizade”. Todos na sala, entre eles duas dúzias de chefes de Estado, sabiam que ele queria dizer exatamente o oposto do que estava dizendo. “Com todo o respeito à China”, continuou o presidente francês, falando em francês.

O Ocidente, disse Sarkozy, prometeu reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 80%. “E em troca, a China, que em breve será a maior potência econômica do mundo, diz para todos: os compromissos se aplicam a vocês, e não a nós.”

Sarkozy, fazendo uma pausa de efeito, disse então: “Isso é totalmente inaceitável!” E então o presidente francês incitou o conflito diplomático mais ainda quando disse: “Isso tudo diz respeito às coisas fundamentais, e alguém precisa reagir a essa hipocrisia!”

Um silêncio tomou conta da sala. Até os telefones celulares pararam de tocar. Isso aconteceu na sexta-feira, 18 de dezembro de 2009, por volta das 16h. Este foi o momento em que os líderes mundiais reunidos em Copenhague abandonaram seus esforços para salvar o mundo.

A cúpula dentro da cúpula

Os políticos mais poderosos do mundo estavam reunidos na sala de conferência “Arne Jacobsen” no Bella Center de Copenhague, negociando formas para proteger o clima mundial. O presidente norte-americano Barack Obama estava sentado na ponta de uma cadeira de madeira de estofado azul, conversando com a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro britânico Gordon Brown. O turbante azul do primeiro-ministro indiano Manmohan Singh aparecia por trás de uma série de vasos de plantas arrumados na última hora. Pouco tempo depois a reunião foi apelidada de “a mini-cúpula dos 25”.

O primeiro-ministro da Etiópia Meles Zenawi estava lá, representando o continente africano, e o presidente do México Felipe Calderon estava próximo. Apenas um importante líder mundial estava faltando, uma ausência que acabou simbolizando o fracasso da cúpula do clima: o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao.

Em vez disso, quem ocupou o lugar em frente a Obama foi o vice-ministro de Exterior da China, He Yafei. Foi uma afronta diplomática logo mencionada durante toda a duração do encontro.

Mesmo três meses depois dos eventos significativos da conferência do clima em Copenhague, o líder chinês ainda parecia sentir uma necessidade de justificar sua ausência da sala de reuniões naquela época. E os que estavam presentes ainda não foram totalmente claros sobre o que foi de fato combinado durante as negociações.

Desde a reunião de Copenhague, a política internacional do clima tem mancado como um animal mortalmente ferido – algo que também pode ser observado no encontro que está acontecendo esta semana no centro de convenções Petersberg, nos arredores de Bonn, na Alemanha.

Reconstruindo o encontro decisivo

O público foi mantido quase que totalmente desinformado em relação ao crítico encontro que aconteceu atrás de portas fechadas em Copenhague e se arrastou por dez horas. Dizem que os chineses alertaram abertamente os anfitriões dinamarqueses contra as indiscrições.

Agora, pela primeira vez, a “Spiegel” está na posição de reconstruir o decisivo encontro de uma hora e meia naquela sexta-feira fatídica. Gravações de áudio históricas, na forma de dois arquivos de áudio com um total de 1,2 gigabytes, e que foram feitas por acidente, servem como base para a análise. O protocolo de Copenhague mostra como o encontro que Gordon Brown chamou de “a conferência mais importante desde a 2ª Guerra Mundial” terminou num fracasso diplomático. Como se visto através de uma lupa, os contornos de uma nova ordem política global tornam-se visíveis, uma ordem moldada pela nova autoconfiança dos asiáticos e da falta de poder do Ocidente.

“O que estamos esperando?” Diz a chanceler Angela Merkel em inglês, esperando colocar as problemáticas negociações de volta nos trilhos. Enquanto isso, mais de outros 100 líderes mundiais, pessoas que aparentemente não tinham voz na questão, entediavam-se na sala de conferência ao lado. Eles aparentemente acreditavam, equivocadamente, como se descobriu, que a mini-reunião entre os 25 membros produziria algum tipo de documento.

Na verdade, uma sensação opressiva já havia se espalhado pelos corredores do centro de convenções. A variada coleção de ativistas ambientais já havia sido trancada para fora da conferência naquele momento, deixando apenas seus estandes abandonados na terra de ninguém dos supostos salvadores do mundo.

“Alguma objeção”

O primeiro-ministro dinamarquês Lars Lokke Rasmussen abriu a reunião na sala Arne Jacobsen. Embora fosse o anfitrião, Rasmussen não tinha experiência nas regras do diálogo no cenário internacional, e ele parecia um pouco desorientado no labirinto das políticas climáticas internacionais. Ele disse que havia sido feito um esboço de acordo que refletia as preocupações dos países participantes. “Acho que temos que nos perguntar agora se há alguma grande objeção”, disse ele em voz baixa em seu inglês imperfeito.

Com pouca confiança na voz, ele passou o microfone para um de seus conselheiros legais, que descreveu as correções de erros que haviam passado despercebidos no esboço escrito às pressas.

Quando é que, numa conferência internacional, já aconteceu algo parecido? Líderes internacionais terem de se preocupar com detalhes tão pequenos? “Acho que nunca aconteceu nada parecido, e não tenho certeza de que algo assim volte a acontecer”, diz o negociador-chefe da ONU, Yvo de Boer.

Ministros do meio ambiente e burocratas apresentaram uma pilha de 200 páginas de documentos a seus chefes, porque não tinham conseguido concordar quanto aos níveis de emissões, medidas de redução e medidas de controle. Quando os chefes de Estado e de governo chegaram na quinta-feira, ficaram chocados com o caos que seus subordinados haviam deixado para eles depois de dez dias de negociações.

“Precisamos de mais tempo”

Na noite de quinta-feira, a rainha Margrethe da Dinamarca ofereceu um jantar de gala para os líderes mundiais no prédio do parlamento. Fora do evento, o líder chinês ouviu o rumor de que o governo norte-americano havia marcado uma importante rodada de negociações sem convidá-lo pessoalmente. Wen Jiabao ficou ofendido e retirou-se para seu quarto de hotel, onde, para a irritação dos outros líderes, permaneceu durante a maior parte da conferência.

Em vez de ir, ele enviou seu negociador He Yafei para a reunião noturna com os líderes mundiais. Juntos, eles pediram para o anfitrião dinamarquês reduzir o quebra-cabeça de documentos a apenas algumas páginas essenciais. Elas ainda continham afirmações fortes, como o objetivo de uma redução de 50% das emissões globais até 2050 (em comparação aos níveis de 1990). Esse tipo de compromisso exigiria que os Estados Unidos, a China e a Índia também concordassem em cortar suas emissões de gases de efeito estufa pela metade.

Naquele ponto, Achim Steiner do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (UNEP) ainda estava contente com o possível acordo, dizendo: “Não se trata de um desastre. Ele de fato será eficiente!”

Com um sucesso dessa magnitude, os líderes europeus, especialmente Anglea Merkel, poderiam voltar para casa no Natal de cabeça erguida.

Ganhando tempo

Mas agora, na tarde de sexta-feira, o negociador chinês olhou para o documento da noite anterior e disse: “Sr. Presidente, dada a importância do documento, não queremos nos apressar... Precisamos de mais tempo.” Yafei é um dos principais diplomatas do país, um homem cosmopolita com óculos sem aro que tem um melhor domínio do inglês do que muitos dos líderes mundiais que estavam sentados à mesma mesa de negociações.

He Yafei estava ganhando tempo e constantemente pedindo interrupções, porque ele precisava conversar com seu primeiro-ministro, Wen Jiabao. Merkel aumentou a pressão, dizendo: “Então nós só precisamos ir embora.”

Ainda havia duas variáveis importantes, X e Y, no esboço do acordo. Elas marcavam os lugares onde seriam preenchidas as porcentagens de redução de emissões de gases de efeito estufa das nações industrializadas e dos países em desenvolvimento, respectivamente. “Não podemos continuar, dizer coisas bonitas, mas que esperem um ano ou mais para x e y.”, disse Merkel. A chanceler alemã estava determinada a garantir que a China e a Índia se comprometessem a participar nos esforços de proteção do clima.

Mas a China e a Índia não estavam dispostas a se comprometer. Por trás das costas dos europeus, elas aparentemente chegaram a seu próprio acordo com o Brasil e a África do Sul. “Todo o tempo nós dissemos: “não julgue as opções de antemão!”, disse um representante da delegação indiana*, fazendo com que Merkel explodisse: “Então vocês não querem se comprometer legalmente!”

Isso, por sua vez, fez com que o negociador indiano dissesse irritado: “Por que você julga as opções de antemão? Todo o tempo você disse para não pré-julgar as opções e agora você as está pré-julgando. Isso não é justo!” O negociador chinês He Yafei ficou do lado dele.

Quebra de compromisso

O primeiro-ministro britânico Gordon Brown, falando com voz forte, tentou mediar a discussão. “Acho que é importante reconhecer o que estamos tentando fazer aqui”, disse ele. “Estamos tentando cortar as emissões até 2020 e 2050. Esta é a única razão que justifica estarmos aqui. É a única razão para justificarmos o dinheiro público que está sendo gasto para isso. É a única razão que justifica a busca de um tratado.”

O primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg apontou que foram os indianos que haviam proposto a inclusão de reduções concretas de emissões para os países industrializados no tratado.

Mas a Índia mudou de lado em questão de poucas horas e não estava mais interessada em sua própria proposta. Um membro não identificado do grupo ficou indignado, dizendo: “Estou surpreso que nosso amigo indiano que sugeriu a emenda pelo ministro do meio-ambiente indiano hoje de manhã não esteja mais aqui. Esta é uma quebra de compromisso.”

Merkel levou mais uma punhalada. A redução de 50% das emissões, ou seja, limitando o aquecimento global a 2 graus Celsius, era uma referência ao que está escrito no relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática). Ela então dirigiu um apelo dramático aos países que estavam tentando impedir o tratado: “Vamos supor que uma redução de 100%, ou seja, nada mais de CO2 nos países desenvolvidos. Mesmo assim, com (a meta de) dois graus, vocês teriam que reduzir as emissões de carbono nos países em desenvolvimento. Esta é a verdade.”

Recusando-se a ceder

É claro, o negociador chinês He Yafei sabia perfeitamente bem que Merkel estava certa, e foi exatamente por isso que ele não poderia concordar com sua proposta. Isso significaria que a China teria que examinar seu desenvolvimento econômico. O crescimento de dois dígitos não seria mais uma opção para a gigante asiática.

O diplomata chinês recusou-se a ceder às demandas europeias, dizendo: “Agradecemos a todos por essas sugestões. Dissemos claramente que não devemos aceitar as reduções de 50%. Não podemos aceitá-las.”

Foi nesse ponto que Sarkozy, que já estava aguentado o suficiente, acusou os chineses de hipocrisia. Como um dos presentes se recorda: “Havia uma sensação de que tínhamos chegado a um impasse, uma diferença insuperável.”

Por fim, o político disse que aquele que alega ser o homem mais poderoso do mundo logo o será apenas por causa de suas muitas armas nucleares: o presidente norte-americano Barack Obama. Nesse ponto, praticamente ninguém na sala conseguiu dar nenhuma mordida nos sanduíches de mussarela murchos que eram constantemente servidos.

Obama apunhala os europeus pelas costas

Assim como os europeus, o presidente norte-americano também tinha a intenção de garantir um acordo para proteger o clima por parte das novas superpotências econômicas, China e Índia. “Acho que é importante observar que há importantes questões a serem consideradas”, disse ele, com um tom distinto em sua voz que sugeria a visão de um estadista.

Obama lembrou seus colegas de que as nações industrializadas também dependem da boa vontade de seus cidadãos para salvar o clima. “Da perspectiva dos países desenvolvidos, mobilizar a vontade política dentro de cada país para realizarmos esforços substanciais de atenuação [da mudança climática] já é muito difícil, e, além disso, canalizar parte dos recursos de nossos países para os países em desenvolvimento, é um peso muito grande”, disse Obama. Então, falando diretamente para a China, ele acrescentou: “Se não houver uma consciência de mutualidade nesse processo, será difícil para nós seguirmos adiante de forma significativa.”

Por fim, Obama falou sobre o desdém diplomático que o primeiro-ministro chinês transmitiu com a sua ausência: “Tenho muito respeito pelos representantes chineses aqui, mas também sei que há um primeiro-ministro aqui que está tomando uma série de decisões políticas. Sei que ele está lhe dando instruções nesse momento.”

Mas daí Obama apunhalou os europeus pelas costas, dizendo que seria melhor engavetar as metas concretas de redução por enquanto. “Tentaremos dar algumas oportunidades para essa resolução fora desse contexto multilateral... E digo isso confiante de que a China ainda queira um acordo, assim como nós.”

“Outros negócios para resolver”

No final de seu pequeno discurso, que durou 3 minutos de 42 segundos, Obama até mesmo minimizou a importância da conferência climática, dizendo: “Nicolas, não vamos ficar até amanhã. Estou apenas avisando. Porque todos nós obviamente temos outros negócios extraordinariamente importantes para resolver.”

Alguns na sala ficaram nervosos. Exatamente de que lado estava Obama? Ele não poderia marcar nenhum ponto na política doméstica com a questão climática. O consenso geral era de que ele não estava disposto a assumir nenhum compromisso legal, porque este seria usado contra ele no Congresso dos EUA. Será que ele estava interessado só em sair de Copenhague parecendo apenas um estadista assertivo?

Nesse momento, havia ficado claro que Obama e os chineses estavam na verdade no mesmo barco, e que os europeus estavam prestes a naufragar.

O negociador chinês rejeitou confiante as críticas de Obama, dizendo: “Não falo por mim mesmo, mas pela China.” Então ele revidou a gafe do presidente francês, e disse: “Ouvi o presidente Sarkozy falar sobre hipocrisia. Acho que estou tentando evitar palavras como esta. Estou tentando entrar nas discussões e debater sobre a responsabilidade histórica.”

Lição de história

He Yafei decidiu dar ao grupo uma lição de história. “As pessoas tendem a esquecer de onde vêm. Nos últimos 200 anos de industrialização, os países desenvolvidos contribuíram com mais de 80% das emissões. Quem quer que tenha criado esse problema é responsável pela catástrofe que estamos enfrentando.”

Isso foi uma humilhação para a chanceler Merkel. Fotos tiradas mais tarde mostraram-na usando um blazer de seda cor-de-rosa, com o rosto parecendo cinzento e exausto. Ela tentou mostrar ao mundo uma fachada digna, falando sobre uma “nova ordem climática mundial” que havia sido atingida em Copenhague. Mas falando em particular depois da reunião, ficou claro que ela estava furiosa com o fracasso. Ela jurou para si mesma que não se arriscaria à mesma humilhação novamente. A chanceler ficou profundamente abalada com a demonstração de poder da China e da Índia, assim como com a manobra de Obama.

Ela deve ter se sentido muito sozinha naquela sala, com suas paredes cor de mostarda. E o jogo chinês ainda não havia acabado. “Tenho uma pergunta quanto aos procedimentos”, disse He Yafei. “Peço gentilmente um intervalo de alguns minutos para consulta. Precisamos de algum tempo de consulta.” O que ele queria dizer era que ele queria telefonar para seu primeiro-ministro.

“Quanto tempo?”, perguntou Merkel.
O presidente, Rasmussen, tomou a decisão. “Encontraremo-nos novamente às quatro e meia. Quarenta minutos.”

Decisões tomadas em outros lugares

Mas a reunião não foi retomada. As decisões-chave foram tomadas fora dali – sem os europeus. Os indianos haviam reservado uma sala no andar de baixo, onde o primeiro-ministro Singh se encontrou com seus colegas, o presidente brasileiro Lula e o presidente da África do Sul Jacob Zuma. Wen Jiabao também estava presente.

Pouco antes das 19h, o presidente Obama entrou no pequeno encontro aconchegante das potências em desenvolvimento.

Naquela reunião, tudo que era importante para os europeus foi retirado do esboço do acordo, em especial as metas concretas de redução de emissões. Mais tarde, os europeus – como os diplomatas de todos os outros países sem poder, que foram deixados esperando na sala de plenária – não tiveram outra escolha a não ser endossar o precário resultado.

“Muito complicado”

Existe um político que pensou bastante sobre suas experiências na sala Arne Jacobsen em dezembro de 2009: o ministro mexicano do meio ambiente Juan Elvira Quesada. Seu país será o anfitrião da próxima grande cúpula do clima em novembro.

Em Copenhague, Quesada aprendeu que o procedimento existente é ineficaz. “Quando mais de 190 países devem chegar a um consenso, é simplesmente muito complicado”, diz ele.

Na reunião de novembro em Cancun, ele diz que preferirá nem mesmo tocar no documento que foi esboçado a duras penas naquele pequeno grupo de líderes mundiais. “Se fossemos simplesmente seguir adiante com o documento de Copenhague, seria um desastre.”

Tradução: Eloise De Vylder



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terça-feira, 11 de maio de 2010

Software de computador decodifica emoções pelo telefone e prevê comportamento.

desktopIIImage by luarembepe via Flickr

Software de computador decodifica emoções pelo telefone e prevê comportamento.

Por Eric Bland

DiscoveryNews.com

O programa inovador pode não apenas prever o estado emocional da pessoa, mas também diagnosticar uma variedade de condições médicas.

Em menos de dois minutos em uma conversa ao celular um novo programa de computador pode prever um coração partido - literalmente e figurativamente.

Uma companhia israelense chamada eXaudios desenvolveu um programa de computador conhecido como Magnify que decodifica a voz humana para identificar o estado emocional de uma pessoa.

Algumas companhias nos Estados Unidos já usam o sistema em seus call centers, eXaudios está até testando o uso do software no diagnóstico de condições médicas como autismo, esquizofrenia, doenças cardíacas e até câncer de próstata.

"Quando os agentes conversam com os clientes pelo telefone, eles normalmente focalizam o conteúdo e não na entonação, a menos que o cliente esteja gritando," disse Yoram Levanon, presidente e CEO da eXaudios, que recentemente ganhou um prêmio de $1 milhão na conferência Demo 2010. "Se um cliente está gritando, você não precisa do software. Mas se identificarmos outras emoções do cliente, podemos poupar o dinheiro do cliente e da companhia."

Muitas companhias vendem softwares que analisam conversas entre um agente de serviço ao cliente e um cliente depois que a conversa termina. O Magnify analisa uma chamada telefônica em tempo real. O programa lista então as emoções do cliente na tela.

Quando a voz do correspondente da Discovery News foi decodificada usando o software Magnify, a saída leu como um caderno de notas de um psicólogo: "Lutando para conter um entusiasmo íntimo. Mantendo emoções e/ou criatividade em exame. Excitado e confuso."

Em um call center, o sistema Magnify então sugere várias táticas para o representante do serviço ao consumidor, dependendo das necessidades da companhia.

Se uma pessoa está interessada em um produto ou serviço da companhia, o software sugere várias maneiras que o agente de serviço ao cliente pode usar. O Magnify pode também dizer se é improvável que uma pessoa compre e sugere ao agente terminar a conversa antes de irritar o cliente. O programa pode até prever quando um cliente vai começar a gritar um minuto antes de acontecer, disse o vice-presidente sênior de operações de negócios, Alon Klomek.

Tem levado quase uma década para a eXaudios desenvolver o Magnify, disse Levanon. O Magnify trabalha quebrando a voz de uma pessoa, separando as frequências e medindo várias qualidades desses comprimentos de ondas, tais como entonação e intensidade.

O Magnify não é cem por cento preciso, contudo. Entre 17 e 24 por cento do tempo o Magnify fracassa em identificar as emoções corretas da pessoa que ligou.

"Tentamos descobrir regras físicas que explicassem porque estávamos errando," disse Levanon. "O que descobrimos foi que havia uma razão médica porque estávamos errando."

Certas doenças têm um impacto inequívoco no discurso de uma pessoa. Muitos pacientes autistas requerem terapia da fala para se comunicarem eficazmente. Quase 90 por cento dos pacientes doentes de Parkinson eventualmente desenvolvem alguma forma de uma fala suave, resmungada.

Yoram Bonneh, um pesquisador autista no Instituto Weizman de Ciências em Israel, usou o software Magnify em seu trabalho com crianças autistas de 5 anos de idade. De 80 crianças, 40 crianças anteriormente diagnosticadas com autismo e 40 não autistas - O Magnify identificou com sucesso 85 por cento das crianças autistas.

Estas eram crianças com formas muito brandas de autismo, disse Bonneh. "Elas podem falar e quando você as ouve você não consegue dizer a diferença (entre as crianças autistas e as não autistas)," disse Bonneh. "Mas quando você analisa a voz delas, você descobre diferenças que são significativas, que nos permite classificar uma criança como autista ou não."

Além do estudo de Bonneh com autismo, a eXaudios cita outra pesquisa com a doença de Parkinson, esquizofrenia, doença do coração e dislexia. A companhia até tem evidência anedótica de que ela pode diagnosticar câncer de próstata pela análise da voz de uma pessoa. De acordo com Levanon, uma pessoa com câncer de próstata tem um "Grand Canyon" de tons faltando que é "catastrófico para a voz."

eXaudios não é o único grupo que tem ligado a voz de uma pessoa a uma condição médica. Cogito Health, uma companhia baseada em Boston, já usa software originalmente desenvolvido por Alex Pentland do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) para diagnosticar depressão em pacientes, e mais recentemente, para pacientes com tendência a drogas e síndrome de stress pós-traumático.

Analisando a voz de uma pessoa para obter pistas sobre a saúde e o estado emocional dela não é nenhuma novidade, disse Pentland. Os humanos fazem isso o tempo todo. O computador está apenas fazendo um trabalho melhor na análise de voz do que muitas pessoas porque eles ignoram completamente o conteúdo e se concentram na forma.

Se um computador ou um humano está analisando uma conversação, contudo, "não é o que você diz," disse Pentland. "É como você diz."

Artigo de: news.discovery.com



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domingo, 9 de maio de 2010

sábado, 8 de maio de 2010

Emergentes querem acordo climático no mais tardar em 2011

La ONU.Image by Tutty via Flickr

Emergentes querem acordo climático no mais tardar em 2011

France Presse

Um grupo de quatro países emergentes, entre eles o Brasil, pediu este domingo a adoção, em nível mundial, de um acordo vinculante sobre o aquecimento global no mais tardar em 2011, ao final de uma reunião celebrada na Cidade do Cabo.

"É preciso concluir um acordo global vinculante em Cancún, México, em 2010, ou no mais tardar, na África do Sul, em 2011", declararam em um comunicado os ministros do Meio Ambiente de Brasil, África do Sul, China e Índia, reunidos na Cidade do Cabo.

Estes quatro países formam o grupo BASIC, dedicado à luta contra o aquecimento global, desde a Cúpula de Copenhague, em dezembro de 2009.

"Os países em desenvolvimento apóiam fortemente um acordo vinculante internacional porque a ausência de tal acordo os penaliza muito mais do que aos países desenvolvidos", continuou o comunicado.

Os ministros também pediram aos países desenvolvidos que desembolsem rapidamente 10 bilhões de dólares a favor dos países mais pobres.

A organização ambientalista Greenpeace incitou os países do BASIC a encabeçar as próximas negociações climáticas sob os auspícios das Nações Unidas, previstas para o fim deste ano, em Cancún (México).

"Os governos do BASIC têm o poder e a responsabilidade de ajudar a desbloquear o estancamento atual sobre as negociações climáticas", declarou o Greenpeace em um comunicado.

Nota: A pressão por um acordo vinculante para impor a governança global (Governo Mundial) continua forte. Na conferência de Cancún a ONU quer que todos os países se comprometam a pôr em prática todos os artigos do Acordo de Copenhague.

O que dará a ONU poder para impor suas diretrizes a todos os países membros e cobrar um imposto mundial sobre o CO2 para financiar um Governo Mundial encabeçado por ela mesma.





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quarta-feira, 5 de maio de 2010

O pesadelo tecnológico do nosso mundo: O Sistema de Pontos do Big Brother

Big Brother is watching you ... .. .Image by digital cat  via Flickr

O pesadelo tecnológico do nosso mundo: O Sistema de Pontos do Big Brother

Pense sobre o mundo em que vivemos hoje. Nossa economia mundial enfraquecida, padrões, avisos de dívidas vencidas e débito de cartão de crédito. Pense sobre todos os incentivos que temos para fazer compras com nossos cartões de crédito, pense nos pontos. Nós conseguimos pontos nos postos de gasolina por comprar gasolina a crédito, conseguimos pontos em nossos cartões de crédito depois de fazer compras e voar ao redor do mundo, conseguimos certificados de brindes, etc. Conseguimos pontos nos restaurantes fast foods para ganhar TVs de tela plana ou vídeo games. Até mesmo conseguimos pontos para comer o cereal das crianças no velório. Certos bancos agora têm incentivos de devolução do dinheiro, para cada $200 que você gasta, eles devolvem 2% do dinheiro. Tudo que fazemos na sociedade hoje é baseado em um sistema de pontos. Parte de nosso incentivo para comprar é baseado em pontos de recompensa que podemos potencialmente ganhar por usar um certo cartão. Bem vindo ao "Jogo".

Com a tecnologia hoje estando mais disponível e mais barata, tudo está sendo feito com chip, câmeras e memória. Há razões porque telefones, games boys, reality TV, youtube e rede social todos têm uma câmera neles ou envolvem câmeras. Estamos sendo programados a querer ser observados. Estamos sendo condicionados a pensar que fama e boa aparência em frente das câmeras é uma necessidade. Sempre pronto para tirar aquela foto perfeita do Facebook para postar no seu perfil, ou fazer o melhor vídeo para carregar no Youtube ou estar em um reality show da TV. Alguém já parou para pensar porque nos tornamos tão apaixonados por ser observados e monitorados? Rotulados e monitorados como gado, mantidos na linha pelo medo do exame minucioso de nossos pares.

A maneira como vivemos e o que compramos é tudo apresentado a nós como entretenimento, empacotado apenas como um jogo divertido. Dentro da indústria de vídeo game a meta é ganhar pontos, aumentar de nível, ganhar o jogo, ou obter o prêmio. Em alguns aspectos nossas vidas se tornaram grandes jogos de representação com as corporações tendo um documentado interesse no que nós gastamos, gostamos ou antipatizamos. Tecnologia de sensores e tecnologia de rastreamento não é uma coisa do futuro. Implantes de Verichip estão sendo apresentados como parte do sistema de saúde que guardará todos os registros médicos das pessoas e saberão onde elas estão em uma emergência. Até nossos cachorros agora estão equipados com chips rastreadores. Departamentos de polícia ao redor do mundo têm tecnologia de sensores que escaneiam placas de veículos automaticamente. A indústria de jogos tem tecnologia de sensores em sistemas como Wii, Projeto Natal, e Playstation Move.

O que isso tudo significa? Alguns podem argumentar que "Eu não faço nada errado e não tenho nada para esconder." Não é uma questão de se as pessoas têm alguma coisa para esconder. Criminosos serão sempre criminosos estejam eles sendo vigiados ou não. É sobre nós voluntariamente nos tornando uma sociedade administrada meticulosamente em nome de pontos em jogos e entretenimento, nos transformando em um público dócil. Acordem para o mundo em que vivemos, nós vivemos em um estado policial, a Nova Ordem Mundial não está chegando, ela está aqui. Minority Report, 1984 e Wall-E da Disney são filmes que estão nos dizendo alguma coisa. Podemos escolher parar tudo isso quando quisermos. Monitoramento é uma ferramenta que os fracos usam para tentar e se conseguir acompanhar os fortes.

Fonte: http://axiomofreality.blogspot.com

Nota: Esse é o verdadeiro mundo do Big Brother, o mundo mostrado no filme Equilibrium. E para quem não sabe já foi anunciado que recursos como os do filme Minority Report serão realidade em pouco tempo.



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domingo, 2 de maio de 2010

Computação orwelliana onipresente pode construir a mais perfeita sociedade de vigilância

Image representing Hewlett-Packard as depicted...Image via CrunchBase

Computação orwelliana onipresente pode construir a mais perfeita sociedade de vigilância.

Por Daniel Taylor / oldthinkernews.com

Extraído de: rinf.com

“... apenas andando pela rua você poderá estar sujeito a um sistema biométrico pessoal, você poderá ser escaneado pelo acesso do sistema de trânsito, poderá haver alguma coisa embutida nas ruas ou no pavimento em baixo de você... você poderá estar tocando outras interfaces tangíveis no ambiente ao seu redor... os postes de iluminação e outros objetos da paisagem poderão ter serviços de informação... e por último, mas não menos importante, há os elementos de vigilância, há um UAV, um helicóptero robótico que está também inspecionando a cidade e se comunicando com todos esses dispositivos... Isso é realmente o que eu quero dizer por uma transformação do relacionamento entre o usuário e o dispositivo. Essas pessoas não são mais usuárias no sentido real da palavra, elas são subalternas."

Isso pode parecer com uma visão de um mundo distante de ficção científica, mas esse cenário estabelecido por Adam Greenfield, autor de "Everyware: The Drawning Age of Ubiquitous Computing", poderia estar logo ali a frente. De fato, neste exato momento na Coréia do Sul uma cidade inteira, a "U-city", que está sendo construída utiliza tecnologia ubíqua. Ela teve seu primeiro teste realizado em março do ano passado. Diversos outros países estão atualmente planejando, ou estão atualmente construindo cidades modeladas como a U-city da Coréia do Sul.

O que exatamente é a computação onipresente (ubíqua)?

Um mundo "Everyware", como Adam Greenfield o chama, é um mundo no qual computadores são embutidos e misturados discretamente em toda parte no ambiente. Etiquetas de identificação de rádio frequência (RFID) comunicam suas posições e outras informações constantemente em uma vasta rede. Todo dia objetos se tornam "procuráveis" como se eles fossem parte de uma world wide web interconectada. A vigilância em um mundo "Everyware" é aperfeiçoada a um grau que é inimaginável. A administração científica de pessoas e do ambiente em que habitamos se torna possível, e os sonhos supremos dos comerciantes se tornam realidade.

Como os chips se tornam menores e seu poder de processamento aumenta exponencialmente, a computação ubíqua tem se tornado uma realidade prática. Como relata a Wired News, os sistemas ubíquos estão para ser estabelecidos na cidade de Nova York no próximo ano,

"A Associação de Arquitetura de Nova York convida arquitetos, artistas, designers, técnicos, engenheiros, urbanistas, ou equipes disso, para submeter qualificações para uma exposição que explorará criticamente a evolução do relacionamento entre computação ubíqua/universal e a arquitetura urbana.

A Associação encarregará de cinco a sete equipes para desenvolver intervenções urbanas - para serem instaladas dentro e ao redor da cidade de Nova York na primavera de 2009 - que imaginará trajetórias alternativas para como vários sistemas de informação e comunicação e formas de mídia móveis, embutidas, entrelaçadas poderiam se comunicar com a arquitetura do espaço urbano e/ou influenciar nosso comportamento dentro dele."

A conveniência do consumidor é um ponto de venda central para tecnologia de computação ubíqua. A bem estabelecida base consumidora de dispositivos móveis foi discutida em março de 2008 na Conferência Internacional sobre a Internet das Coisas em Zurique, Suíça (patrocinada pelo Google, IBM e outros) como servindo como um meio de aclimatar indivíduos a presença e uso da tecnologia ubíqua. Possíveis planos de marketing foram discutidos para apresentar "self scanning" através do uso de dispositivos móveis para "escanear" produtos físicos e navegar nos itens nas telas de celulares de uma maneira semelhante as compras na internet. Andreas Schaller, um engenheiro sênior da Motorola, exibiu a informação para a conferência de Zurique. A apresentação de Schaller está esboçada nos procedimentos da conferência,

"O próximo passo são os objetos físicos interconectáveis - conectando as pessoas com as coisas e até coisas com coisas. A internet das coisas capacitará conectividade não apenas entre pessoas e seus dispositivos de computação, mas entre coisas reais do dia a dia. Pela habilitação da conectividade para virtualmente qualquer objeto físico que possa potencialmente oferecer uma mensagem, a internet das coisas afetará cada aspecto da vida e dos negócios de maneiras que costumavam pertencer ao reino da fantasia - ou até mesmo além da fantasia.

...

Para assegurar uma rápida taxa de adoção é necessário começar com tecnologias já disponíveis, como escaneamento de códigos de barra por câmeras, que se tornará uma vantagem "grátis" para dispositivos móveis se transformarem em telefones de câmeras de alta qualidade.

Vigilância Ubíqua

No topo da cadeia de consumidores da computação ubíqua - que provavelmente será seu aspecto mais visível e enfatizado - senta-se a incrível capacidade de vigilância desta tecnologia. Com câmeras de vídeo de vigilância projetando-se de cada edifício não é muito difícil de entender que você está sendo vigiado, mas com a internet das coisas a rede estará submergida discretamente e invisivelmente em todo o ambiente. Em uma internet das coisas, cada objeto, bem como as pessoas que estão usando roupas com etiquetas RFID ou estão usando dispositivos eletrônicos, seriam "legíveis" por um computador ou rede sem fio. Os detalhes dos objetos (ou pessoas), a localização exata e outras informações poderão ser obtidas eletronicamente por sensores invisíveis nas calçadas, ruas ou portas de entrada.

Em um documento datado de fevereiro de 2000, o Laboratório de Sistemas Móveis de Internet da Hewlett Packard anunciou que, "Nós queremos fazer pessoas, lugares e coisas presentes na Web". O documento detalha a infraestrutura da "internet das coisas",

"A convergência da tecnologia da Web, redes sem fio e dispositivos portáteis clientes da web proporcionam novas oportunidades para projetos de sistemas de comunicação para computadores. Nos laboratórios da HP nós estivemos explorando estas oportunidades através de uma infraestrutura para apoiar a "presença na web" para pessoas, lugares e coisas. Nosso objetivo é uma ponte entre a World Wide Web e o mundo físico que habitamos. Essa ponte inclui a habilidade para interagir com dispositivos tais como impressoras de um navegador usando uma comunicação HTTP padrão. Também inclui a capacidade de proporcionar as pessoas, lugares e coisas - eletrônicos ou de outra maneira - com um recurso web que é usado para estocar informações sobre eles e que são automaticamente combinadas com suas presenças físicas. Nós almejamos proporcionar aos usuários, particularmente usuários de celulares, suporte para suas atividades diárias, que essencialmente dizem respeito a objetos físicos, além dos PC's.

Comerciantes também veem o aumento da computação ubíqua como abrindo a entrada para propaganda cientificamente elaborada. A história da web já é usada para mirar usuários de computadores com anúncios baseados em seu comportamento de navegação, e é bastante fácil ver como esse modelo poderá ser aplicado para a "internet das coisas". O Google está atualmente desenvolvendo tecnologia de anúncio que usa o microfone de seu computador para ouvir as palavras chaves sendo faladas por você ou a televisão perto de você que dispara anúncios relevantes na tela de seu computador. Dispositivos móveis já estão sendo rastreados e monitorados através de lojas e outros lugares públicos no Reino Unido para propósitos de marketing. De acordo com o relatório,

"A firma de monitoramento de trânsito de pedestres Path Inteligence, baseada na cidade, está testando uma tecnologia de vigilância com a patente ainda pendente, que rastreia continuamente os sinais de celulares para entender o movimento dos clientes enquanto eles fluem pelos centros de varejo ou serviços públicos.

...

Através dessa técnica é possível recolher dados de quantas pessoas estão em uma loja em um horário específico, quantos consumidores visitam lojas específicas, e como os clientes agrupam as lojas. Além disso, a firma diz que o sistema também pode ajudar organizações a otimizar o layout de seus espaços e melhorar seu mix de locação de varejo."

A U-City da Coreia do Sul: Um Modelo de Futuro?

A Coreia do Sul está na dianteira da implantação da tecnologia ubíqua. Uma cidade inteira, a Nova Coreia do Sul, que está sendo construída, utiliza plenamente a tecnologia. Os proponentes da computação ubíqua nos Estados Unidos admitem que enquanto uma larga porção da tecnologia que está sendo desenvolvida nos Estados Unidos está sendo testada na Coreia do Sul onde há menos bloqueio tradicional, ético e social para impedir sua aceitação e uso. Como relata o New York Times,

"Imagine lixeiras públicas que usam tecnologia de identificação de rádio frequência para dar créditos aos recicladores toda vez que eles arremessam uma garrafa dentro; assoalhos sensíveis a pressão nas casas das pessoas idosas que podem detectar o impacto de uma queda e imediatamente chamar ajuda; celulares que guardam os registros de saúde e podem ser usados para pagar pelos medicamentos.

Estes estão entre os serviços sonhados pelos estudantes de desenho industrial da Universidade Estadual da Califórnia, Long Beach, para possível uso na cidade de Nova Songdo, uma grande "cidade ubíqua" que está sendo construída na Coreia do Sul.

...

Muito dessa tecnologia foi desenvolvida nos laboratórios de pesquisa dos Estados Unidos, mas há menos obstáculos sociais e regulatórios para implementá-los na Coreia," disse Sr. Townsend [um diretor de pesquisa do Institute for the Future em Palo Alto, Califórnia], que foi consultado sobre o plano da própria U-city. "Há uma expectativa histórica de menos privacidade. “A Coreia está desejosa de adiar as difíceis questões para assumir a liderança antecipada e estabelecer padrões.”

Uma U-city menor na Coreia do Sul, Hwaseong Dongtan, já foi parcialmente completada e testada. Um vídeo promocional para a U-city de Hwaseong Dongtan já pode ser visto em http://www.udongtan.or.kr/english/cyber/cyb_03.aspx. O pesado investimento no modelo da U-city da Coreia do Sul está sendo atualmente exportado para o mundo todo.

Interessantemente, mas talvez não surpreendente, a Corporação Microsoft de Bill Gates está envolvida com o desenvolvimento tecnológico das U-cities da Coreia do Sul. Um boletim de imprensa da Microsoft de maio de 2008 relatava que,

"A Microsoft Corp. desempenhará um papel chave na criação de um ambiente de computação ubíqua para futuros cidadãos e empresas do Distrito de Negócios Internacionais de Songdo (IBD). A cidade do futuro está atualmente em construção em Incheon, apenas 40 milhas a Sudoeste de Seul, Coreia do Sul. Songdo será a primeira "nova" cidade desenhada e planejada como um distrito internacional de negócios."

O que acontecerá as noções tradicionais de privacidade em um mundo "Everyware"? Poderão indivíduos e dissidentes potencialmente ser eletronicamente postos em uma lista negra e terem negado acesso ao sistema de pagamentos sem dinheiro e sistemas de trânsito como se eles fossem uma web page proibida na "internet das coisas? Permanece para ser visto se a infraestrutura da computação ubíqua pode ser completamente realizada, mas isso é uma tendência tecnológica com implicações muito importantes que vale a pena mantermos em contínua observação.

Fonte: http://www.oldthinkernews.com/Articles/oldthinker%20news/orwellian_ubiquitous_computing.htm

Nota: Isso é o sonho de todo ditador.

Fortalecer a Máquina do Governo Mundial: A Era da Política Espiritual Global

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