quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Uma Moeda Única Para um Mundo Unificado

Autor: Carl Teichrib, Forcing Change, Edição 12, Volume 1.
"Uma economia global requer uma moeda global." — Paul Volcker, ex-presidente da Reserva Federal dos EUA. [1].
"— Apóio totalmente a criação de uma moeda global." Admirado, aguardei uma explicação.
"— Deste modo, os agricultores na África receberão o mesmo pagamento que os agricultores na América do Norte, e os trabalhadores na Ásia receberão o mesmo que os trabalhadores na Europa e em todo o resto do mundo."
A perspectiva é interessante. Perguntei ao cavalheiro que estava comigo à mesa: "— Você já estudou seriamente o sistema bancário ou o papel histórico do dinheiro?"
A resposta negativa dele não me surpreendeu; afinal, igualdade salarial e custos de produção não são exatamente questões monetárias, embora afetem de algum modo a moeda. Portanto, passamos uma grande parte de nosso horário de almoço analisando o relacionamento entre dinheiro, bancos e poder.
Esta discussão provocativa que tivemos enquanto apreciávamos uma sopa bem quente, ocorreu durante o encontro anual de uma organização cristã de assistência social que tem um orçamento de muitos milhões de dólares. A pessoa que estava comigo à mesa era um membro da diretoria que representava um braço regional importante da organização. Claro, ele era apenas um homem em uma grande estrutura administrativa, mas suas decisões — combinadas com as dos outros membros — impactavam os projetos em todo o mundo. Assim, achei sua declaração de apoio a uma moeda global muito mais preocupante, pois ali estava um indivíduo envolvido na tomada de decisões econômicas importantes, mas que não compreendia aquilo que apoiava.
Durante nosso almoço, ficou claro que ele não tinha compreensão alguma sobre a incrível mudança de poder que ocorreria sob esse esquema, uma mudança que efetivamente criaria um mestre global de proporções intocáveis. Tudo o que ele podia ver era uma solução que seria um curativo em escala internacional, "uma moeda global única" para tratar o problema da pobreza.
Refleti sobre essa conversa após retornar para casa, perplexo com a facilidade com que uma pessoa com os motivos corretos estava disposta a aderir a uma aventura arriscada em escala global. Pesquisando na seção sobre bancos e economia em minha biblioteca, folheei alguns livros e documentos para me aprofundar nesse assunto espinhoso. Encontrei diversas citações interessantes nas páginas:
"A grande luta da história tem sido a luta pelo controle do dinheiro. É quase tautológico afirmar que controlar a produção e distribuição do dinheiro é controlar a riqueza, os recursos e os povos do mundo" — Jack Weatherford, antropólogo e autor. [2].
"O controle do dinheiro e do crédito toca no coração da soberania nacional" — A. W. Clausen, presidente do Bank of America, em uma resposta à sugestão de criar um banco central global. [Clausen mais tarde assumiu a presidência do Banco Mundial]. [3].
"Depois que um país abre mão do controle de sua moeda e do crédito, não faz diferença quem são os deputados e senadores desse país." — W. L. Mackenzie King, ex-primeiro-ministro do Canadá. [4].
Tudo isto faz surgir uma pergunta interessante: O mundo precisa de um banco central global? Se você quiser criar uma moeda global única, então é necessário uma estrutura bancária internacional armada com uma política monetária em uma escala planetária. Essencialmente, o requisito para uma moeda global única é um banco que tenha poder sobre todos os países, nações e línguas. Paul Hellyer, um ex-membro do Parlamento canadense, criticou esse projeto em 1994, dizendo que sob esse sistema monetário e financeiro global, "os interesses dos cidadãos e dos países individuais precisariam estar subordinados... aos interesses das finanças internacionais." [5].
"... os países não poderiam mais seguir qualquer tipo de política independente. A soberania sobre o mais poderoso de todos os instrumentos econômicos seria entregue a um monstro internacional... Um banco mundial administrado por uma elite de indivíduos selecionados e indicados para o cargo e que coletivamente não presta contas a ninguém? Misericórdia!" [6].

O Bancor e Outras Moedas Globais

Sem que aquela pessoa com quem almocei soubesse, a ideia de uma moeda global única tem sido debatida caladamente nos círculos bancários e econômicos desde os tempos da Segunda Guerra Mundial. [7].
Em 1943, o economista americano Alvin Hansen sugeriu uma abordagem econômica internacional para o problema da paz mundial. Embora o interesse principal dele estivesse na promoção do pleno emprego e no desenvolvimento dos países "atrasados" nos anos do pós-guerra, sua sugestão baseava-se na criação de um Fundo Cambial Internacional junto com um Banco Internacional. Esse Fundo "facilitaria o fornecimento de um câmbio adequado e, especialmente, promoveria ajustes que levariam ao equilíbrio internacional..." [8].
"Equilíbrio internacional” nas taxas de câmbio efetivamente significa a criação de um sistema de uma moeda mundial única. Hansen também reconheceu a importância política desse movimento e vinculou o federalismo mundial com sua estrutura monetária global "para a preservação da paz e a promoção de saudáveis relações políticas internacionais." [9].
Naquele mesmo ano, o economista britânico John Maynard Keynes elaborou um plano para a instituição de uma moeda global.
A proposta de Keynes foi apresentada durante a Conferência de Bretton Woods, em 1944, um encontro de alto nível que resultou na criação do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. Referenciando o conceito monumental de Keynes, o ex-presidente da Reserva Federal, Paul Volcker, escreveu:
"A proposta contemplava a criação de uma nova moeda internacional sintética, separada do ouro que os países já possuíam em suas reservas; o nome que Keynes propôs para a moeda, bancor, combinava a palavra para banco com a palavra francesa para ouro" [10].
Por trás dos bastidores, os EUA também tinham uma proposta de moeda mundial para o encontro de Bretton Woods, apresentada por Henry Morgenthau Jr. e criada basicamente pelo funcionário do Departamento do Tesouro, Harry Dexter White [que mais tarde seria acusado de ser um agente soviético]. Como a ideia de Keynes, o plano americano previa uma unidade monetária global experimental, chamada de unitas. [12]
Robert Mundell, um economista respeitado que mais tarde ficaria conhecido como o "pai do euro", comentou as interações políticas que cercaram esse evento de 1944:
"O presidente Franklin D. Roosevelt instruiu seu Secretário do Tesouro, Henry Morgenthau Jr., a fazer planos para a instituição de uma moeda global. Tanto os planos americanos e britânicos em Bretton Woods incluíam a previsão de uma moeda global. O plano americano chamava a moeda de unitas; o plano britânico a chamava de bancor. Ela nunca foi implementada por razões políticas que tinham de ver com a política interna dos EUA. Meses após a conferência, os americanos retiraram sua proposta de uma moeda global e quando os britânicos, como Lord Robbins nos diz, trouxeram a questão de volta, 'os americanos mudaram de assunto'. Em 1944 haveria eleições presidenciais e forças isolacionistas e o próximo Congresso poderiam resistir a uma ideia que poderia ser interpretada como um sacrifício de certo grau da soberania." [13].
Embora as iniciativas de White e de Keynes tenham ruído em 1944, elas plantaram as sementes da ideia bem fundo nos solos da economia e do sistema financeiro internacionais.
Por volta do fim dos anos 1960s, a ideia de uma unidade monetária mundial começou a germinar. Em 1968, Robert Mundell foi levado a um Comitê Conjunto do Congresso dos EUA. Fazendo uma apresentação intitulada "Plano para uma Moeda Mundial", Mundell foi bem direto: "É clara a direção em que precisamos ir. Precisamos construir, a partir de todos os ativos atualmente usados pelas autoridades monetárias, uma nova moeda mundial." [14].
No Fundo Monetário Internacional (FMI), uma nova iniciativa que teve início de 1966 foi ratificada em 1969: os Direitos Especiais de Saque (chamados de SDRs, de Special Drawing Rights) [15]. Baseada em uma cesta de moedas (hoje, os SDRs são constituídos com base no dólar americano, no euro, na libra britânica e o iene), acreditava-se que essa unidade contábil eventualmente se tornaria um tipo de moeda de reserva internacional.

David Rockefeller, quando era presidente do banco Chase Manhattan, compreendeu o potencial dos SDRs em um sistema monetário reorganizado globalmente. Ao falar diante do Clube Imperial do Canadá, em 1971, ele recomendou a criação de uma Comissão Internacional para regular "o relacionamento monetário, comercial e de investimentos em todo o mundo".
"Essa Comissão poderia se dedicar a uma redefinição das paridades monetárias oficiais em termos de uma nova unidade monetária internacional, talvez os SDRs. Ela também poderia considerar a reforma do papel dos ativos de reserva internacionais dos bancos centrais." [16].
Rockefeller esperava que o conceito avançasse rapidamente, antes que o "vírus do protecionismo que faz os países se virarem para dentro" e o "nacionalismo autodestrutivo" reduzissem o "espírito da cooperação e da solidariedade internacionais". [17].
Embora os SDRs não tenham alcançado o status que David Rockefeller previu, o uso deles cresceu nos anos recentes. Hoje, o Banco de Compensações Internacionais — que faz o papel de banco central para os bancos centrais — detalha seus lucros anuais e dividendos em SDRs. Em 2005, a Argentina anunciou que os pagamentos de sua dívida externa seriam feitos nessa unidade de cesta de moedas do FMI. [18]. Comentando sobre os SDRs, o presidente da Associação da Moeda Única Global escreve: "Algum dia, as quatro moedas na cesta serão transformadas em uma, a Moeda Global Única, e os SDRs desaparecerão." [19].
De fato, a criação dos SDRs no fim dos anos 1960s parecia abrir a porta para mais discussões sobre uma moeda global. Isto foi evidente durante uma conferência em 1969 promovida pelo Banco da Reserva Federal de Boston, em que os participantes deliberaram a ideia de um mundo unificado dentro dos confins do Sistema da Reserva Federal dos EUA. Duas citações desse evento nos ajudam a entender um pouco o teor do debate:
"Permitam-me deixar a oposição de lado e tratar algo mais positivo, começando com o melhor e o pior do sistema monetário internacional. O primeiro melhor, em meu julgamento, é uma moeda mundial com uma autoridade monetária mundial" [20; Charles P. Kindleberger.].
"Sou um utopista. Gostaria de ver um mundo com uma única moeda. Ao contrário do Sr. Kindleberger, gostaria de ver o mundo sem uma autoridade monetária central... Uma autoridade monetária mundial é uma autoridade politicamente irresponsável que não tem uma relação representativa com os povos do mundo. Na melhor das hipóteses, seria uma ditadura benevolente de 'especialistas' escolhidos de uma forma arbitrária e sujeitos somente de forma muito indireta a qualquer processo político efetivo. Uma moeda mundial com uma autoridade mundial é, acredito, o pior-melhor e não o primeiro melhor, tanto em termos políticos quanto econômicos. Por outro lado, uma moeda única para o mundo unificado sem uma autoridade monetária seria um sistema bastante bom..." [21; Milton Friedman].

O Dinheiro Mundial e a Necessidade de Crises

Durante meados dos anos 1970s, a discussão sobre a criação de uma moeda mundial foi obscurecida pela nova agenda global de estabelecer uma "ordem econômica internacional". O objetivo: colocar em jogo um efetivo regime socialista internacional, completo com a transferência de riqueza do primeiro mundo para os cofres das nações em desenvolvimento e o fortalecimento de um sistema de governança global de orientação socialista. [22].
Embora uma moeda global única não estivesse tipicamente associada com essa agenda, a emissão e distribuição do crédito internacional era frontal e central. E esse sistema de crédito requer um mecanismo de controle — algo como um Banco Central Global.

Em um discurso intitulado "Ganhos para Todos em um Novo Mundo", feito diante do Comitê Conjunto de Economia do Congresso dos EUA, o secretário-geral da Comunidade Britânica de Nações, Shridath Ramphal declarou:
"O crédito é o lubrificante central em um sistema econômico... É por isto que um dos principais objetivos na nova ordem econômica internacional que os países em desenvolvimento estão agora buscando é um sistema internacional de crédito..." [23].
Embora o conceito de uma moeda única tenha reaparecido durante meados dos anos 1970s, foi Richard Cooper, professor da Universidade de Harvard e membro do Conselho das Relações Internacionais (o CFR, de Council on Foreign Relations) que reacendeu o debate nos anos 1980s. Durante outra conferência do Banco da Reserva Federal de Boston, desta vez em 1984. Cooper virou as mesas ao delinear um esquema revolucionário para uma nova organização do sistema monetário internacional.
"Apresentei um esquema alternativo radical para o próximo século: a criação de uma moeda comum para todas as democracias industriais com uma política monetária comum e um Banco de Emissão conjunto para determinar essa política monetária... Esta proposta é radical demais para o futuro imediato, mas pode fornecer uma 'visão', ou um objetivo, que possa guiar os passos intermediários..." [24].
O plano de Cooper era radical, propondo uma moeda mundial por volta do ano de 2010. Outros participantes da conferência, como Lord Eric Roll (então presidente da casa bancária Warburg & Co.) e Ariel Buira (então vice-diretor do Banco do México) comentaram favoravelmente o plano de Cooper, e Buira observou que "as objeções a esse esquema parecem ser em grande parte de natureza política." [25].
No verão de 1984, o CFR publicou a proposta de Cooper em sua revista Foreign Affairs. Desde então, outros economistas expressaram apoio à criação de uma moeda global única. Considere algumas citações:
1998: "… a transição para uma moeda única para todo o mundo poderá acontecer com uma rapidez que surpreenderá a muitos. O mundo pode facilmente fazer a transição das quase 200 moedas que existem hoje para somente uma única moeda em uma década e daqui a vinte e cinco anos, os historiadores se perguntarão por que levou tanto tempo para eliminar a Babel de moedas que existiam no século 20." — Bryan Taylor, economista-chefe do Global Financial Data. [26].
2001: "Quando o VISA foi criado vinte e cinco anos atrás, os fundadores viram que o mundo necessitava de uma moeda global única para as operações cambiais. Tudo o que fizemos a partir de uma perspectiva global foi tentar colocar uma peça após a outra para cumprir essa visão global. [27] — Sarah Perry, diretora do Programa Estratégico de Investimentos do VISA.
2004: "… para a economia do mercado global prosperar nas próximas décadas, uma moeda global parece ser a concomitante lógica." — Martin Wolf, comentarista de assuntos econômicos do jornal Financial Times, e ex-economista sênior do Banco Mundial. [28].
Em 2007, o Conselho das Relações Internacionais apresentou novamente a ideia de um sistema monetário global ao publicar em sua edição de maio/junho da revista Foreign Affairs um artigo intitulado "O Fim das Moedas Nacionais". Nota: na capa, o artigo foi chamado de "Um Mundo, Moedas Demais".
Benn Steil, diretor de Economia Internacional no CFR, escreveu que os sistemas monetários nacionais deviam ser abandonados, "pois o desenvolvimento econômico fora do processo de globalização não é mais possível..." [29]. Falando de forma ainda mais sucinta, "O nacionalismo monetário é simplesmente incompatível com a globalização." [30]. E, "de modo a se globalizarem com segurança, os países devem abandonar o nacionalismo monetário e abolir as moedas indesejadas..." [31].
A conclusão é esta. Steil identifica exatamente a fissura potencial na economia mundial que pode nos levar a uma nova estrutura financeira: o enfraquecimento do dólar americano em nível global. Nas últimas décadas, o dólar americano se tornou a moeda global inquestionável e os países de todo o mundo precisam possuir dólares para poderem comprar e vender em vários mercados internacionais, especialmente no mercado do petróleo. Steil escreve:
"... o status privilegiado atual do dólar como moeda global não é uma concessão dada pelos céus. Essencialmente, o dólar é apenas outra moeda suportada pela fé que os outros a aceitarão de boa vontade no futuro em troca das mesmas coisas valiosas que ela comprou no passado. Isto coloca uma grande responsabilidade sobre as instituições do governo dos EUA para validar essa fé. Infelizmente, essas instituições estão falhando em assumir essa responsabilidade. A política fiscal imprudente dos EUA está solapando a posição do dólar ao mesmo tempo que seu papel de dinheiro global está se expandindo." [32].
Reconhecendo o possível cenário de perda de valor do dólar, Steil aponta para a crescente preocupação com os bancos centrais da China e de outros países que possuem uma grande reserva em dólares. Tenha em mente que a China sozinha detém mais de um trilhão de dólares em suas reservas e rumores vindos do Oriente sobre a substituição dessas reservas começaram a causar agitação nos mercados.
Embora Steil não faça a pergunta, ela se torna dolorosamente óbvia: O que acontecerá se a China e outros países "temerem a insustentável leveza de suas reservas"? O que acontecerá com a economia mundial se os bancos centrais começarem rapidamente a se desfazer de suas reservas em dólares?
Tudo isto enfatiza uma realidade estratégica que pode ser resumida em três palavras: Crise representa oportunidade. Como o mandachuva das finanças A. W. Clausen disse certa vez: "Novos sistemas político-econômicos abrangentes entre os povos quase sempre aparecem após uma conquista ou uma crise comum..." [33].
Robert Mundell também vê a crise como um ponto de partida para a mudança. Em uma palestra em maio de 2007, ele relatou: "A reforma monetária internacional se torna possível em resposta a uma necessidade sentida ou devido à ameaça de uma crise global."
Esse ganhador do Prêmio Nobel também apontou seu dedo para o possível evento de gatilho, dizendo que "a crise global teria de envolver o dólar" e que uma moeda internacional seria vista como "uma contingência" para um desastre global do dólar. [34].
Com uma crise similar em mente, Benn Steil oferece aquilo que parece ser uma solução altruísta. De modo a evitar a crise, todos os países precisam abrir mão de sua soberania antes que o problema se torne insuperável.
"Os governos precisam rejeitar a noção fatal que a nacionalidade requer que eles criem e controlem o dinheiro usado em seu território. Moedas nacionais e mercados globais simplesmente não combinam; juntos, eles formam uma mistura mortal de crise monetária e tensão geopolítica e criam pretextos para o nocivo protecionismo." [35].
Portanto, como a soberania sobre a moeda deve ser obliterada?
Steil afirma candidamente que o mundo precisa se reagrupar em torno de três unidades monetárias regionais: o dólar, o euro e uma nova moeda asiática. [36]. Essa proposta espelha o trabalho de Robert Mundell, que tem viajado por todo o mundo e participado como palestrante em conferências sobre uma nova unidade monetária internacional baseada no dólar americano, no euro e no iene. Segundo o plano de Mundell, essas três moedas formariam a base de uma "unidade monetária mundial", chamada de DEY e o Fundo Monetário Internacional seria seu gerente — essencialmente substituindo o programa dos SDRs. [37].

A Importância das Regiões Monetárias

A implementação do plano de Mundell pode não estar tão distante, pois grandes blocos monetários, liderados pelo sucesso da Europa com o euro, estão se formando em diversas partes do globo. As nações da América do Sul, do Sudeste Asiático e da África estão todas procurando criar zonas monetárias regionais. O Oriente Médio também está seguindo o mesmo caminho. Na verdade, em 2010, se tudo ocorrer de acordo com o plano, o Conselho de Cooperação do Golfo — que é constituído por diversos países do Oriente Médio, incluindo o Kuwait e a Arábia Saudita — terá seu próprio sistema monetário regional. Dubai, a cidade que cresce mais depressa em todo o mundo, também é membro desse Conselho. [38].
A América do Norte também está buscando a integração das moedas. Há vários anos que o conceito de um sistema monetário norte-americano surgiu nos círculos dos bancos centrais, sendo amero o nome sugerido para a nova moeda continental. [39]. E, se não for o amero, então alguns acreditam que o dólar deva se tornar uma moeda trinacional. Em maio de 1999, a economista Judy Shelton sugeriu para o Comitê da Câmara Sobre Bancos e Serviços Financeiros a dolarização da América do Norte. [40]. Da mesma forma, outros estão examinando as opções monetárias para o continente e o ímpeto para um novo sistema econômico regional que vincule o Canadá, os EUA e o México está crescendo em intensidade.
Mas, como os blocos monetários regionais contribuem para a criação uma moeda global única? Morrison Bonpasse, presidente da Associação da Moeda Global Única (SGCA, de Single Global Currency Association), um grupo de economistas que trabalha para a criação de uma moeda internacional, responde à pergunta: "As uniões monetárias do século 21 e aquelas que vieram do século 20, são os marcos no caminho para o futuro e para a União Monetária Global." [41].
Bonpasse desenvolve melhor o ponto:
"Graças ao sucesso da União Europeia e outras uniões monetárias, sabemos agora como criar e manter os 3-Gs: uma União Monetária Global, com um Banco Central Global e uma Moeda Global Única." [42].
"O mundo está pronto para começar a se preparar para uma Moeda Global Única, exatamente como a Europa se preparou para o euro e os países do Golfo Árabe estão se preparando para uma moeda comum. Após o objetivo de uma Moeda Global Única estiver estabelecido por países que representam uma proporção significativa do PIB mundial, então o projeto pode ser buscado como seus predecessores regionais." [43].
Essencialmente, o modelo regional se torna uma etapa intermediária para a criação de uma moeda mundial. Entretanto, o problema do nacionalismo persiste. Discutindo esse "problema", Bonpasse escreve:
"A tarefa pode ser definida de forma bem simples: como fazer a transição das atuais 147 moedas para uma só? Desenvolver a vontade política para superar a força residual do nacionalismo é o maior desafio para o movimento para um mundo dos 3-Gs."
"Como ocorreu com a implementação do euro, a economia e política da união monetária estão inextricavelmente ligadas uma com a outra e a lógica de ambas aponta para o mundo dos 3-Gs."
"A questão agora não é se o mundo adotará uma Moeda Global Única, mas quando? E quão tranquila, barata e planejada OU quão difícil, cara e caótica será a jornada?" [44].
Para os internacionalistas, a soberania nacional é o obstáculo predominante. Para um Banco Central Global e uma moeda mundial existirem, algumas outras estruturas políticas precisarão ser formadas. Robert Mundell compreendeu esse problema político ao fazer uma apresentação em 2003 intitulada "O Sistema Monetário Internacional e a Questão de uma Moeda Mundial". A resposta dele foi franca: "Uma moeda global única não poderá ser instituída sem um governo global. Impor uma moeda única envolveria grandes problemas de organização." [45].
Entretanto, essa realidade não impede a SGCA e outros de mente similar de fazerem seus planejamentos progressivos. Com Bonpasse afirma: "É hora de buscar seriamente o objetivo de uma Moeda Global Única, gerenciada por um Banco Central Global e dentro de uma União Monetária Global." [46].
Como seria um Banco Central Global? A comparação mais provável que podemos fazer hoje seria com o Banco de Compensações Internacionais (chamado de BIS, de Bank for International Settlements), uma instituição virtualmente impérvia. Aqui estão alguns pontos a considerar com relação à natureza intocável do BIS:
  • O BIS é "imune a toda tributação", incluindo "todos tributos sobre o capital do Banco, reservas ou lucros..." [47].
  • A sede do BIS, os escritórios de suas filiais e qualquer edifício que esteja sendo usado pelo BIS são invioláveis pelos agentes dos governos nacionais, incluindo a polícia nacional. [48] (Tente argumentar que seu lar e sua empresa são "invioláveis" para qualquer autoridade pública e veja o que acontece!).
  • Os funcionários do BIS têm imunidade diplomática internacional, incluindo imunidade contra prisão, "exceto em casos flagrantes de infrações criminais". A diretoria de funcionários do BIS têm diversos outros privilégios, incluindo benefícios tributários e de imigração com os quais a pessoa mediana somente pode sonhar. [49].
A agência do BIS na China tem uma cláusula especialmente poderosa:
"O Banco não estará sujeito a qualquer forma de supervisão financeira ou bancária e não estará obrigado a implementar qualquer forma de norma contábil, ou seguir qualquer forma de requisito de licenciamento ou de registro." [30].
Outro exemplo possível é o Banco Central Europeu, que também está equipado com imunidades e privilégios especiais — incluindo a independência da influência e instrução políticas. [51]. Vendo a escrita na parede, o estrategista em geopolítica Edward Luttwak escreveu em 1998:
"As autoridades não eleitas do Banco Central Europeu assumirão total e exclusivo controle sobre a política monetária de todos os países-membros a partir da formação formal da União em 1 de janeiro de 1999. Imune a qualquer interferência democrática, o Banco estará livre para interferir quando quiser em tudo o que se refira a dinheiro em todos os países-membros..." [52].
É disto que o mundo precisa? É isto o que o mundo quer? Um Banco Central Global que atue como o rei do mundo? Infelizmente, pouquíssimas pessoas compreendem o poder e influência exercidas pelos bancos centrais. Steven Solomon, em seu livro sobre os bancos centrais, detalha essa realidade em seu cenário mais amplo:
"As impressões digitais dos banqueiros centrais estão em toda a parte por trás das manchetes financeiras diárias: a elevação e queda das taxas de juros, as subidas e descidas do dólar, e o resgate emergencial do mercado acionário em colapso de um país em crise. Entretanto, eles próprios são raramente vistos ou compreendidos, exceto por uma elite minoritária." [53].
Em seguida, Solomon descreve os banqueiros centrais globais, e o BIS em particular, como uma "Maçonaria internacional" — um clube de amigos que tem suas negociações escondidas atrás do véu de transações especializadas, jargões técnicos e uma incrível influência.
Por incrível que pareça, a Associação da Moeda Global Única (SGCA) sugere que o Banco Central Global operará "com governança aberta", em que "cada decisão será exposta na Internet para os olhos de bilhões de pessoas". [54]. O argumento contra essa visão de transparência é massacrante demais: utilizando os bancos centrais atuais e históricos como um modelo, é evidente que um Banco Central Global estará fora do alcance das pessoas.
Com relação à sede para o Banco Central Global, Bonpasse sugere Basileia, Zurique ou Genebra. "A Suíça tem uma reputação de solidez monetária e situar o BCG na Suíça poderá ser o incentivo necessário para que esse país ingresse como membro da União Monetária Global." [55].
"A estrutura governante do BCG deve ser relativamente fácil de criar, dados os modelos disponíveis e bem-sucedidos da Reserva Federal dos EUA, do Banco Central Europeu, do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial, das Nações Unidas e de organizações associadas, como a Organização Mundial da Saúde. Nem todos estão satisfeitos com as estruturas de todas essas organizações, mas esta é uma questão política negociável..." [56].
Ele está correto: é uma questão política. Isto foi evidente para Richard Cooper quando ele apresentou a ideia de um Banco Central Global e uma moeda global na conferência do Banco da Reserva Federal de Boston, em 1984:
"A ideia está longe de ser politicamente viável no presente. Devido à necessidade de uma real cessão da soberania monetária, serão necessários muitos anos de consideração até que as pessoas se acostumem com a ideia."
Entretanto, naquela época Cooper propôs um cronograma específico para começar a encarar essa ideia seriamente:
"Este regime de moeda única é radical demais para ser imaginado dentro de um futuro próximo. Todavia, ele não é tão radical para 25 anos no futuro..." [57]. Da mesma forma, a SGCA tem uma data em mente: 2024.
Em retrospecto, o cronograma de Cooper parece bastante preciso: Vinte e cinco anos após 1984 nos traz a 2009 e hoje a ideia de uma moeda global única está ganhando força por meio de organizações como a SGCA e por meio de importantes proponentes, como Robert Mundell. Além disso, o Banco de Compensações Internacionais tem publicamente considerado o potencial para uma moeda única para o mundo construída em torno dos agrupamentos regionais. [59].
Mas, tudo isto irá ajudar o agricultor na África, ou trazer igualdade salarial para os trabalhadores de todo o mundo?
Provavelmente não. Entretanto, isto dará poderes sem precedentes a um cartel bancário internacional, de um tipo que nunca foi visto ou experimentado antes. Como um crítico do sistema bancário global escreveu certa vez: "Dinheiro é dinheiro e bancos são bancos; e nenhum dos dois reconhece qualquer lealdade que não produza juros compostos." [59].
"E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis." [Apocalipse 13:16-18].

Notas Finais

1. Como citado por Morrison Bonpasse, The Single Global Currency (Single Global Currency Association, 2006), pág. 264.
2. Jack Weatherford, The History of Money (Crown Publishers, 1997), pág. 246.
3. A. W. Clausen, em uma entrevista em 1979 com o Freeman Digest, "International Banking", pág. 21.
4. William Lyon Mackenzie King, em um programa de rádio, 2 de agosto de 1935. Citação impressa no livro de Walter Stewart, Bank Heist (Harper Collins, 1997), pág. 71.
5. Paul Hellyer, Funny Money (Chimo Media, 1994), pág. 57.
6. Idem, pág. 57-58.
7. Paul Volcker levanta este ponto em seu livro (ele é coautor), Changing Fortunes: The World’s Money and the Threat to American Leadership (Times Books, 1992), pág. 9. O coautor de Volcker foi Toyoo Gyohten. Veja também, Morrison Bonpasse, The Single Global Currency (Single Global Currency Association, 2006). 8. Alvin Hansen, Economic Organization for Peace, impresso em Beyond Victory, editado por Ruth Nanda Anshen (Harcourt, Brace and Co., 1943), pág. 104. 9. Idem. pág. 106. 10. Paul Volcker and Toyoo Gyohten, Changing Fortunes: The World’s Money and the Threat to American Leadership (Times Books, 1992), pág. 9. 11. Veja Sacred Secrets: How Soviet Intelligence Operations Changed American History, Jerrold and Leona Schecter (Brassey’s Inc., 2002). 12. Morrison Bonpasse, The Single Global Currency (Single Global Currency Association, 2006), pág. 153. 13. Robert Mundell, "The Case for a World Currency", Journal of Policy Modelling, #27, pág. 458. 14. Citado em The Single Global Currency (Single Global Currency Association, 2006), pág. 155. 15. Brian Tew, The Evolution of the International Monetary System, 1945-81 (Hutchinson, 1977/82), pág. 131. 16. David Rockefeller, "The World Monetary System: A Pattern for the Future", The Empire Club Addresses, 1971-1972 (The Empire Club Foundation, 1972), pág. 135. Este discurso foi feito em 16 de dezembro de 1971. 17. Idem, pág. 135-136. 18. Morrison Bonpasse, The Single Global Currency (Single Global Currency Association, 2006), pág. 154. 19. Idem, pág.154. 20. Charles P. Kindleberger, falando em uma conferência da Reserva Federal. "The International Adjustment Mechanism", Federal Reserve Bank of Boston, 1969, Conference Series 2, pág. 105. 21. Milton Friedman, "The International Adjustment Mechanism", págs. 18, 117. 22. Para mais sobre isto, veja o livro de Philip C. Bom, The Coming Century of Commonism: The Beauty and the Beast of Global Governance (Policy Books, 1992). 23. Shridath Ramphal, "Gains for all in a new order", discurso feito diante do Comitê Econômico Conjunto do Congresso dos EUA. "One World to Share: Selected Speeches of the Commonwealth Secretary-General", 1975-9 (Hutchinson Benham, 1979), pág. 88. 24. Richard N. Cooper, "Is There a Need for Reform?" Discurso feito em uma conferência do Banco da Reserva Federal de Boston, em maio de 1984. Veja The International Monetary System: Forty Years After Bretton Woods (Federal Reserve Bank of Boston, 1984), pág. 37. 25. Ariel Buira, Discussion, idem. pág. 45. 26. Citado em The Single Global Currency, pág. 230. 27. Sarah Perry, diretora do Programa de Investimentos Estratégicos do VISA, conforme reimpresso em The Single Global Currency (Single Global Currency Association, 2006), pág. 7. 28. Martin Wolf, escrevendo para o Financial Times, 3 de agosto de 2004. Também citado em The Single Global Currency, pág. 216. Wolf também declarou: "Este é um mundo que é improvável que eu verei. Mas, talvez meus filhos ou meus netos verão." 29. Benn Steil, "The End of National Currency", Foreign Affairs, maio/junho de 2007, pág. 95. 30. Idem, pág. 89. 31. Idem, pág. 84. 32. Idem, pág. 93. 33. A. W. Clausen, em uma entrevista de 1979 com o Freeman Digest, "International Banking", pág. 23. 34. Robert Mundell, "A Decade Later: Asia New Responsibilities in the International Monetary System", apresentação feita em Seul, Coreia do Sul, em 2-3 de maio de 2007. 35. Benn Steil, "The End of National Currency", Foreign Affairs, maio/junho de 2007, pág. 84. 36. Idem, pág. 95. 37. Robert Mundell, "A Decade Later: Asia New Responsibilities in the International Monetary System", apresentação feita em Seul, Coreia do Sul, em 2-3 de maio de 2007. 38. Para mais informações sobre a formação dos blocos regionais, veja o relatório do Banco de Compensações Internacionais, "Regional Currency Areas and the Use of Foreign Currencies", setembro de 2003. 39. Veja meu artigo na edição do Outono de 2007 de Hope for the World Update a respeito da formação da união monetária da América do Norte. Para mais informações sobre este tópico, confira a edição de julho de 2007 de Forcing Change (http://www.forcingchange.org). 40. Veja o testemunho de Judy Shelton diante do Comitê Sobre Bancos e Serviços Financeiros da Câmara, Oitiva Sobre a Estabilidade das Taxas de Câmbio nas Finanças Internacionais, 21 de maio de 1999. 41. Morrison Bonpasse, The Single Global Currency (Single Global Currency Association, 2006), pág. 134. 42. Idem, pág. 229. 43. Idem, pág. 281. 44. Idem, pág. 229. 45. Robert A. Mundell, "The International Monetary System and the Case for a World Currency", Leon Kozminski Academy of Entrepreneurship and Management and TIGER, Distinguished Lectures Series Number 12, Varsóvia, Polônia, 23 de outubro de 2003. 46. The Single Global Currency, pág. 282. 47. Carta de Constituição do Banco de Compensações Internacionais, ponto 6. BIS, Textos Básicos, págs. 4-5. 48. Veja o Acordo Entre o Conselho Federal Suíço e o Banco de Compensações Internacionais, Artigo 3. Textos Básicos, págs. 36-37. Veja "Host Country Agreement with China", Artigo 4, Textos Básicos, pág. 55-56; e o "Host Country Agreement with Mexico", Artigo 5, Textos Básicos, pág. 74-75. 49. Veja o Acordo Entre o Conselho Federal Suíço e o Banco de Compensações Internacionais, Seção II, Textos Básicos, págs. 42-48. 50. Veja "Host Country Agreement with China", Artigo 3, Textos Básicos, pág. 55. 51. Veja "Privileges and Immunities of the European Central Bank", ECB Legal Working Paper Series, No.4, junho de 2007. Veja também "The Monetary Policy of the ECB", Banco Central Europeu, 2004, pág. 12. 52. Edward Luttwak, Turbo Capitalism: Winners and Losers in the Global Economy (HarperCollins, 1998/99), pág. 200-201. 53. Steven Solomon, The Confidence Game: How Unelected Central Bankers are Governing the Changed World Economy (Simon & Schuster, 1995), pág. 13. 54. The Single Global Currency, pág. 213. 55. Idem, pág. 294. 56. Ibid. pág. 295. 57. Richard N. Cooper, "Is There a Need for Reform?" Discurso feito em uma conferência promovida pelo Banco da Reserva Federal de Boston, em maio de 1984. Veja "The International Monetary System: Forty Years After Bretton Woods" (Federal Reserve Bank of Boston, 1984), pág. 34. 58. Veja "BIS 75th Annual Report", pág. 151. 59. Cliff Ford, Blood, Money, and Greed (Western Front, 1998), pág. 50.

Autor: Carl Teichrib, artigo original em http://www.forcingchange.org, Edição 12, Volume 1.
evisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/moedas.asp
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Controle Físico da Mente


As funções do seu cérebro podem ser monitoradas
e alteradas a distância através de EEG por radar



"Pode-se monitorar remotamente a atividade elétrica do cérebro, de regiões inteiras ou de partes selecionadas, através da transmissão e recepção de ondas eletromagnéticas a partir de um ponto remoto do cérebro alvo" (The individual components of the system for monitoring and controlling brain wave activity may be of conventional type commonly employed in radar systems)

Este é um site que discute artigos científicos sobre o controle físico das funções mentais.

O objetivo do site é publicar, divulgar e discutir temas e tecnologias utilizadas no controle físico das funções mentais humanas.


Aqui você poderá fazer downloads de livros e artigos, bem como publicar seus artigos e opiniões sobre o tema.

O controle físico das funções mentais pode ser feito a distância, através do EEG por Radar. (Victorian, Armen: "Neural manipulation by remote radar, published in Lobster No. 30).


Por isso, atualmente não é mais necessário a utilização de eletrodos para captar as variações elétricas do cérebro.

As funções cerebrais que podem ser ativadas a distância, incluem:
As chamadas Voice-to-skull (vozes direto no cérebro ou telepatia sintética*) através do cortéx auditivo;
Produção de Imagens Cerebrais (produzir imagens direto no cérebro, e gerar sonhos vívidos);

Dor mental (choques cerebrais, sensação de choque eletrico e corrente elétrica no corpo);
Produção de dor física a partir de estímulo elétrico cerebral (dor de dente, dor muscular, dor de estomago, etc);

Produção de luzes cintilantes (fosfenos) e produção de sensações de presença fantasma por ativação da junção temporoparietal esquerda;
O Coração (pode ser paralisado, retardado ou acelerado pela estimulação adequada de determinadas estruturas corticais e subcorticais);
Os Movimentos Respiratórios (o ritmo e a amplitude podem ser controlados remotamente);
A Secreção e a Motilidade Gástrica;
As Funções Mentais (fluxo do pensamento, controle da linguagem, agressividade);
As Funções Sensoriais (ouvir os sons e ver as imagens produzidas pelo cérebro alvo através do cortex auditivo, e visual);
As Funções Sexuais (produzir excitação ou inibição sexual, impotência, ejaculação precoce, pouca lubrificação vaginal, ereção e excitação sexual prolongada, etc);
As Funções Viscerais, (incluindo músculos da boca, do estômago e do intestino) em sua maioria, podem ser modificadas, produzindo inchaço abdominal, sensação de borbulhas no estomago, gases, ativação ou inibição do peristaltismo intestinal, vômitos, sensação de enjoô, nauseas, urgência em defecar ou urinar, prisão de ventre, incontinência urinária;
As Atividades Motoras (contrações musculares específica ou generalizadas de todo o corpo, da face, do couro cabeludo, taquicardia e arritimias cardíacas, caimbras, convulsões, tremores por todo o corpo);

As Percepções Sensoriais (como percepção ilusória de movimento, vertigem, tontura, formigamento, coceiras, etc);

Fluxo do sono (dormir demais, ou ficar sem dormir);
O Diâmetro da Pupila (que pode ser regulado desde a constrição máxima até a dilatação máxima, igual a uma câmera fotográfica, pelo envio de sinais à região hipotalâmica do cérebro);

(*Veja leitura do córtex visual e telepatia sintética implementadas através de interfaces cérebro computador. O Projeto Silent Talk implementa a telepatia sintética. Vídeo sobre a patente para gerar Microwave Hearing Via Broadcast).

O diagrama abaixo sumariza a operação e resume a invenção de patente registrada nos USA, com o número United States Patent 3951134, o nome da patente é Aparato e Método para monitorar e alterar remotamente as ondas cerebrais.


Outra patente complementar é:Cryogenic remote sensing physiograph. Para mapeamento de funções humanas remotas incluindo EKG, EEG, EMG, EOG, etc. De acordo com a patente é aparelho e método para detectar remotamente super-baixa freqüência (SLF) e extremamente baixa frequência (ELF) de sinais emitidos por seres humanos.

Apparatus and method for remotely monitoring and altering brain waves.

"Aparelho e método para detecção de ondas cerebrais em uma posição remota de um indivíduo no qual os sinais eletromagnéticos de freqüências diferentes são transmitidas simultaneamente para o cérebro do sujeito de tal forma que os sinais interfiram uns com os outros para produzir uma configuração de onda que é modulada pelas ondas do cérebro do sujeito. A forma de onda de interferência, que representa a atividade das ondas cerebrais, é retransmitida pelo cérebro para um receptor onde é demodulada e amplificada. A forma de onda demodulada é exibida para visualização e encaminhada a um computador para processamento e análise. A forma de onda demodulada também pode ser usada para produzir um sinal de compensação, que é transmitida de volta ao cérebro para efetuar uma mudança desejada na atividade elétrica do cérebro alvo."

A tecnologia funciona alterando os sinais elétricos do cérebro a distância, e o sujeito alvo é monitorado por EEG remoto, o funcionamento básico consiste no fato de que o cérebro dos seres humanos, como de qualquer ser vivo superior, funciona através de descargas eletricas. Para evitar interferências são utilizados espectros de radiofrequência pouco utilizadas.

Essas descargas elétricas podem ser captadas em exames de eletroencefalogramas (EEG). Cada área do cérebro produz descargas elétricas com voltagens diferenciadas, (obedecendo a certas variações voltaicas para cada área.)

No EEG tradicional, cada eletrodo define um canal associado a determinada área cerebral. Essa área produz variações elétricas que são apresentadas como ondas no EEG. Na análise do EEG Remoto o mesmo procedimento é definido sendo que a onda de retorno é a resultante das ondas de cada área do cérebro.

A imagem abaixo demonstra este fato:

Canais de interferencia de áreas distintas do cérebro e formação da onda resultante (frequencia e modulação cerebral)









O desenho ilustra a mesma área cerebral de dois indivíduos distintos. Observe que cada individuo produz variações sutis nas ondas, ou seja, gera correntes elétricas diferenciadas. Mesmo regiões específicas do cérebro podem ser monitoradas detalhadamente em suas variações elétricas e uma onda resultante gerada, como na figura abaixo.




Sistema bidirecional de monitoramento cerebral.
Radiofrequencia e telemetria de EEG.

Como os cérebros podem ser individualizado remotamente.

Uma questão que não é muito discutida na literatura sobre o tema é como o cérebro de um indivíduo pode ser isolado a distância, de tal modo que, mesmo que esse indivíduo esteja muito próximo a outras pessoas, apenas ele irá sofrer os sintomas da alteração de suas funções cerebrais, a resposta é biometria por EEG, que permite a individualização da frequencia específica do cérebro do 'indivíduo alvo', como uma assinatura cerebral identificada a distância.

A biometria por EEG já é bastante conhecida, e existem vários artigos sobre o tema. Para que um individuo seja reconhecido unicamente e a distância, basta que as ondas elétricas de seu cérebro sejam amplificadas. A tecnologia para produção de identidades cerebrais a distância é a mesma utilizada em radar, e se baseia no efeito Doppler-Fizeau amplificado.


Após isso é utilizado um algoritmo, no modelo do P300, para criar um checksum identificador do indivíduo. Esse checksum é produzido a partir de duas ou três área distintas do cérebro, as quais apresentam variações distintas nos indivíduos. Com isso tem-se a frequencia cerebral do indivíduo representado como um número identificador da estrutura eletromagnética daquele cérebro.

Brain Area Bioelectric Resonance Frequency Information Induced Through Modulation
Motor Control Cortex 10 Hz Motor Impulse co-ordination
Auditory Cortex 15 Hz Sound which bypasses the ears
Visual Cortex 25 Hz Images in the brain bypassing the eyes
Somatosensory 9 Hz Phantom touch sense
Thought Center 20 Hz Imposed subconscious thoughts
Pode-se identificar o padrão para os córtex motor, auditivo e visual. Cada uma dessas áreas gera um padrão elétromagnético distinto para cada indivíduo. Uma vez identificado esse padrão elétromagnético, basta utilizar um leitor biométrico para gerar o checksum, ou seja, a frequência cerebral única daquele indivíduo.

A princípio qualquer área do cérebro pode ser utilizada, bem como o modelo de geração do checksum, e o número de áreas a serem utilizadas na identificação do indivíduo.

De um modo geral, pode-se dizer as mudanças no estado do cérebro geram variações eletromagnéticas diferenciadas que aparecem no EEG de modo distinto.




"In the example shown therein, two signals,one of 100 MHz and the other of 210 MHz are transmitted simultaneously and combine in the brain to form a resultant wave of frequency equal to the difference in frequencies of the incident signals".

Na figura acima, a primeira figura demostra o cérebro em determinada configuração eletromagnética, com áreas especificas ativadas, em laranja. Nessa condição o cérebro produz uma variação de onda eletromagnética própria para aquele padrão. Dessa forma, pode-se dizer que cada cérebro possui um 'clock speed' de processamento que uma vez identificado define a sua assinatura cerebral. Experimentos com computadores moleculares reproduzem esse efeito.

Se a configuração cerebral mudar, o padrão de onda também muda, e pode ser identificado pelo sistema de monitoramento de EEG Remoto. Assim, cada cérebro possui uma frequencia específica, e seus vários estados mentais são representados através das modulações específicas dessa frequência.






O cérebro é uma antena operando em frequencias diferencias para cada indivíduo. As várias modulações dessa frequencia cerebral representam estados mentais diferenciados, acionando distintas regiões do cérebro.

Caso o padrão cerebral seja enviado do computador, através de antenas, para o ar (como acontece com as ondas de rádio), apenas o cérebro que responde naquele frequencia recebe a interferencia eletromagnética gerada, neste caso, o cérebro passa a ser configurado no padrão estabelecido pela onda recebida.


A Patente US Patent US4940058 representa a diagramação de um aparelho para monitoramento remoto dos processos fisiológicos internos de um sujeito humano, capaz de medir os sinais eletromagnéticos que emanam do corpo do referido individuo, separando os sinais em ECG, EEG, EMG, EOG, e respiração em forma de ondas que representam os ditos processos fisiológicos. Para tanto, na especificação é necessário um conversor analógico-digital capaz de converter sinais de 0,3-4,0 Hertz, em sinais digitais.

Uma vez identificado o indivíduo, suas funções cerebrais podem ser monitoradas e alteradas através das ondas eletromagnéticas geradas por um computador. As funções mentais que podem ser alteradas incluem as funções do sistema nervoso, tanto o sistema nervoso central, como o sistema nervoso autônomo, e o sistema nervoso periférico.

Pode-se alterar também as emoções, e os sentimentos, através do envio de assinaturas emocionais gravadas em modelos de EEG. Por exemplo a tristeza e a depressão, bem como a alegria e outros estados emocionais, definem uma forma específica de variação da atividade cerebral, para cada emoção existe um estado cerebral específico.

Quando esses estados emocionais, obtidos pelas variações de ondas do EEG, são gravados em computador, eles podem ser induzidos em outro cérebro, gerando o mesmo estado emocional gravado anteriormente.

O arquivo "Tecnologias de Controle da Mente" resume um grupo de tecnologias utilizadas para manipular as funções cerebrais.

O vídeo abaixo resume o chamado Monitoramento Cerebral Remoto:

Monitoramento Remoto por EEG

Monitoramento Remoto por EEG
(remotely monitor the evoked potential from EEG)





Em seu livro Controle Físico do Espírito, Delgado questiona, para logo em seguida responder afirmativamente: "Os impulsos, desejos e pensamentos serão comandados por estimuladores cerebrais a rádio?". Em seus experimentos, Delgado demonstrou que se pode, através de estimulação cerebral por rádio, modificar vários aspectos do corpo.

Delgado afirmou também que tudo o que pode ser feito com o stimociver, o biochip patenteado por ele, também pode ser feito com ondas eletromagnéticas. No texto Psychocivilization and Its Discontents: An Interview with José Delgado afirmou:

"I could later do with electro-magnetic radiation what I did with the stimoceiver. It's much better because there's no need for surgery ... I could make apes go to sleep. But I stopped that line of research fifteen years ago. But I'm sure they've done a lot more research on this in both the US and Russia."

Em tradução: "Eu posso fazer com radiação electromagnética o mesmo que eu fiz com o stimoceiver ... Eu posso fazer macacos ir dormir. Eu parei aquela linha de pesquisa quinze anos atrás. Mas eu estou seguro eles fizeram muito mais pesquisa nisto no EUA e na Rússia."
A figura abaixo demonstra a estimulação da agressividade por radiofrequencia em macacos de experimentos.




Estimulo da Agressividade em Macacos de laboratório.

Delgado trabalhou com implantes de biochips e eletrodos (stimociver) acionados por rádio na década de 1960. A partir da década de 1970 os implantes não eram mais necessários para se produzir os mesmos efeitos obtidos com implantes, uma vez que o próprio cérebro pode ser modificado por ondas eletromagnéticas.

Essas linhas foram para explicar, de modo geral, o modelo de controle das funções cerebrais, executado a distância, indicando apenas alguns exemplos das possibilidades e das limitações da tecnologia de controle das funções cerebrais a distância.

Uma das limitações é a impossibilidade do controle da consciência, uma vez que a tecnologia altera apenas as funções cerebrais. Esse assunto é muito bem discutido no capítulo intitulado "Características e Limitações do Controle Cerebral" do livro "Controle Físico do Espírito".

Os próximos links detalham quem utiliza a tecnologia, quais os objetivos para produzir sofrimento físico em indivíduos comuns, e as formas como a tecnologia pode ser desativada pelas vítimas.

O importante a se notar é que a indução consciente de dor e sofrimento em alvos individuais representa o objetivo primários dessa tecnologia, além de constituir um mecanismo de produção de medo, e controle social.


A tecnologia não é utilizada isoladamente, pois sempre existe um grupo de pessoas realizando um 'teatro de rua' street theatre onde o indivíduo alvo vive. Este fenômeno é chamado, em inglês de 'Gang Stalking' e se constitui em um grupo de pessoas seguindo e tentando criar um cenário social controlado para o indivíduo alvo.

As funções do córtex visual e auditivo podem ser monitoradas, o que permite ver e ouvir aquilo que o individuo alvo está presenciando, e as demais áreas do cérebro também podem ser monitoradas, permitindo que uma série de sensações vivenciadas pelo indivíduo seja identificada remotamente.

Isso combinado aos cenários sociais do gang stalking cria um ambiente de tortura e sofrimento físico, mental e psicológico para o individuo alvo. Vale lembrar que as funções cerebrais, quando ativadas remotamente, não podem ser controladas pelo individuo alvo, ou seja, a agressividade ativada remotamente irá gerar um indivíduo agressivo, mesmo que o mesmo não sinta motivos para a agressividade.

Depois de ler o restante do site, pesquise os termos "Synthetic Telepathy", "Monitoramento Remoto por EEG", "Voice to Skull" para mais informações. Há muito registro do uso dessas tecnologias, e a busca de evidência não é mais um objetivo, o objetivo agora é encontrar as tecnologia de defesa contra esses procedimentos.

Fonte: https://sites.google.com/site/controlemental/home

terça-feira, 18 de dezembro de 2012


Divergências freiam acordo global para controle da web


Debate gerou dois blocos: EUA e empresas querem internet livre de de governos; Brasil ficou do outro lado
São Francisco - As grandes companhias de Internet, com o apoio dos Estados Unidos, conseguiram na semana passada muito do que queriam: grande número de países se recusou a assinar um tratado mundial que, na opinião dos contrários, poderia causar maior controle governamental sobre o conteúdo online e as telecomunicação.

Os Estados Unidos assumiram uma clara posição de defesa à Internet livre --segundo autoridades do país e líderes setoriais-- ao recusar até mesmo referências mínimas à Internet na revisão do tratado da União Internacional de Telecomunicações (UIT) e ao convencer dezenas de países a seguir no mesmo caminho.

Mas tanto os profissionais de tecnologia quanto os políticos temem que a Internet continue sob risco de novos controles impostos por diversos países, e alguns deles dizem que a divisão só se agravou durante a conferência de 12 dias da UIT em Dubai e pode acelerar o fim da atual forma da Internet.

"Se a comunidade internacional não consegue chegar a acordo sobre um tratado relativamente simples de telecomunicações, existe o risco de que se desmantele o consenso que existiu até agora sobre a governança pela Icann (que controla o sistema de endereços da Web)", disse um delegado europeu à Reuters.

"Alguns países claramente pensam que é hora de reconsiderar todo o sistema, e as disputas quanto a isso podem se provar infrutíferas", acrescentou.

Há cada vez mais países preocupados com os crimes internacionais cibernéticos e o uso por dissidentes de serviços como o Twitter e Facebook, que não estão sujeitos ao controle de autoridades nacionais de telecomunicações.
 
Muita gente esperava que a UIT fosse o foro adequado para determinar padrões ou pelo menos trocar ideias sobre como enfrentar esses problemas, mas a recusa dos EUA de assinar o tratado pode ter servido para convencer algumas nações de que terão de agir por conta própria, afirmaram alguns delegados.

"Isso pode resultar em fragmentação da Internet porque cada país terá posição própria sobre como lidar com as organizações transnacionais e regulamentará a Internet de maneira diferente", disse outro delegado europeu, que anonimato.

Sem a cooperação dos EUA e da Europa, "no futuro talvez tenhamos uma Internet fragmentada", disse o diretor da divisão internacional do Ministério das Telecomunicações e Comunicações de Massa da Rússia, Andrey Mukhanov.

Linha dura na negociação

Com incentivo do Google e outros gigantes do setor, os norte-americanos adotaram uma posição firme contra uma aliança de países que desejavam o direito de saber mais sobre o roteamento de tráfego da Internet e as identidades dos usuários --entre eles a Rússia-- e contra países em desenvolvimento que desejavam que os fornecedores de conteúdo pagassem por pelo menos parte dos custos de transmissão.

O Ocidente conseguiu angariar apoio contra a participação da UIT no controle da Internet de um número de países superior ao esperado pelos dirigentes da organização, deixando apenas 89 dos 144 países participantes da conferência dispostos a assinar o tratado de imediato.

Esses países também apoiam uma resolução não compulsória no sentido de que a UIT tenha um papel na regulamentação da Internet, em companhia dos governos nacionais e de organizações do setor privado.

Alguns delegados acusaram os norte-americanos de planejar a rejeição de qualquer tratado e de terem negociado sob falsos pretextos. "Os EUA tinham o plano de diluir ao máximo qualquer que fosse o texto negociado e depois não assinar", disse o segundo dos delegados europeus.

Outros delegados aliados dos EUA e o porta-voz oficial dos norte-americanos negam firmemente a alegação. "Os EUA mantiveram uma posição firme e coerente", disse o porta-voz. "No fim das negociações, e só no final, ficou claro que o texto proposto não satisfaria nossas condições".

Fonte: info.abril.com.br
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Trabalhador/próspero/conservador ou hippie/vagabundo/esquerdista? Opção divisória face aos mitos ambientalistas

Ideal do crente nos mitos ambientalista:
viver sem fazer nada, dependendo das Bolsas do governo
Repete-se que só as pessoas ignorantes em matéria de ciência ou as iletradas são capazes de engrossar o largo, e até majoritário, número de cidadãos que não acreditam no “aquecimento global”, nas “mudanças climáticas antropogênicas” e outros “dogmas” ambientalistas.

Mas especialistas da Universidade de Yale que estudaram o público que recusa as crenças ambientalistas chegaram a uma conclusão oposta.

O site Reason.com publicou um interessante resumo do sisudo trabalho.

O estudo é um fruto do Yale Cultural Cognition Project, que analisou as opiniões de 1.500 cidadãos americanos sobre questões ambientalistas do ponto de vista do nível de sua cultura e de sus conhecimentos científicos.

Ou trabalhar, progredir com liberdade e propriedade?
O trabalho foi conduzido pelo Dr. Dan Kahan, professor de Direito em Yale.

Se fosse correta a “tese da irracionalidade pública”, explicou o Prof. Kahan, “então o ceticismo sobre mudanças climáticas deveria ser atribuído a pobres conhecimentos sobre a ciência por parte do público”.

Nesse caso, a solução seria mais educação científica para corrigir a ignorância.

O estudo utilizou como metodologia a “teoria do engajamento cultural”, formulada pelo cientista político Aaron Wildavsky, da Universidade de Berkeley – Califórnia.

De acordo com essa teoria, as pessoas percebem como risco aquilo que ameaça seus valores, sejam individuais ou partilhados com outros.

De acordo com a teoria, os homens se dividiriam em dois polos: o dos Hierárquicos/Individualistas e o dos Igualitários/Comunitaristas.

Os primeiros em geral desejam a hierarquia nas relações humanas e a ordem social, querem papeis definidos na vida e autoridades constituídas, e acham que cada um deve ganhar a vida fazendo uso de sua livre iniciativa.

Na linguagem corrente, seriam definidos como conservadores de direita.

Os segundos são igualitários que desejam aplainar as diferenças de gênero, riqueza e raciais, e acham que o Estado está obrigado a lhes fornecer tudo o que precisam.

No linguajar leigo, estes seriam como os esquerdistas, que querem viver com bolsas do Estado sem trabalhar.

Os pesquisadores então constataram que os ‘hierárquicos/individualistas’ habitualmente são “céticos” diante das alegações ambientalistas contra riscos ambientais ou tecnológicos.

E que tais pessoas intuitivamente percebem que a aceitação generalizada das alegações ambientalistas provocará restrições ao comércio e à indústria que contradizem as condutas que eles prezam.

Em sentido oposto, segundo o trabalho, os ‘igualitários/comunitaristas’ “moralmente tendem a suspeitar do comércio e da indústria que eles veem como a fonte das desigualdades injustas de riqueza e poder. Portanto julgam que essas atividades na vida são perigosas, devendo ser coibidas”.

Reciclar, viver de Bolsas do Estado, sem trabalhar:
ideal subjacente ao ambientalismo extremado
Postas estas concepções de fundo, é claro os ‘igualitários/comunitaristas’ vão se dizer mais preocupados com as “mudanças climáticas antropogénicas” do que os ‘hierárquicos/individualistas’.

Após avaliar numericamente os resultados, o estudo conclui que não se aplica a “tese da irracionalidade pública” segundo a qual a diferença entre pró e contra os dogmas ambientalistas depende da cultura e da ignorância.

Bem ao contrário, a cultura científica aumenta a oposição entre os ‘hierárquicos/individualistas’ e os ‘igualitários/comunitaristas’.

Pois quanto mais instruídos mais os ‘hierárquicos/individualistas’ tendem a ser contra os dogmas verdes, e o mesmo acontece no outro grupo.

O resultado é que a cultura científica aumenta a polarização entre os dois grupos.

Os pesquisadores de Yale chegaram a análogas conclusões pesquisando as posições dos dois grupos a respeito da energia nuclear.


Trabalho, ordem social, hierarquia e progresso
predispõem contra dogmas ambientalistas
Em outras palavras, as disputas suscitadas pelo ambientalismo não dependem da ciência nem da cultura científica. Mas de uma atitude prévia diante da vida.

Os que querem trabalhar, progredir, organizar e melhorar, não acreditam a priori nos boatos ambientalistas.

Em sentido contrário, aqueles que desejam uma vida fácil, anárquica, preguiçosa, dependente do Estado socialista e têm birra da ordem civilizada, naturalmente propendem a acreditar como verdadeiros os dogmas da religião ambientalista.

Mas se esse estudo explica a polarização esquerda-direita no público a respeito do ambientalismo, o que pensar dos cientistas?

Em 2009, o conceituado Pew Research Center realizou uma pesquisa comparando a ideologia dos cientistas com o pensamento do público em geral.

E verificou que só 9% dos cientistas se identificam como “conservadores”; 35% se dizem “moderados” e 52% esquerdistas, incluindo 14% que se declaram “muito esquerdistas”.

Filhos de hippies sendo preparados para futuros ambientalistas radicais
Essas proporções não têm nada que ver com as que o mesmo Pew Research Center constatou no público americano em geral.

Neste, 37% se definiram como “conservadores”, 38% como “moderados”, 20% como “esquerdistas” e 5% como “muito esquerdistas”.

A mesma enquête, fazendo perguntas diversas, constatou que 81% dos cientistas confiam no esquerdista Partido Democrata, enquanto o público geral votaria por ele numa proporção de 52% .
Aliás, a votação recebida pelo presidente Obama na última eleição presidencial.


Procura da melhora, trabalho ordeiro predispõem contra mitos "verdes" e vermelhos
Nesta pronunciada decalagem entre o modo de pensar do ambiente científico e o conjunto da nação americana pesa decisivamente um fato, denunciado constantemente pelos cientistas mal apelidados de “céticos”.

Segundo eles, os organismos científicos do governo foram infiltrados e são manipulados por um clique de esquerdistas que têm fortes apoios na política e por vezes escassos ou enviesados conhecimentos científicos.

Resultado: instalados em pontos chaves do governo ou entidades profissionais, sabotam os cientistas honestos e promovem correligionários da “religião” verde.

Fonte: Verde: a cor nova do comunismo

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A queda dos governos árabes rumo à nova ordem mundial: EUA apoiou secretamente os líderes rebeldes


As revoltas na África do Norte começam a ter contornos mais definidos.

Hoje o diário britânico Telegraph dedica amplo espaço aos acontecimentos, como óbvio.

Mas não deixa de informar acerca dum aspecto mais obscuro: os Estados Unidos não só sabiam da revolta em preparação, como também ajudaram de forma activa ao longo de três anos.

E tudo isso enquanto o ainda Presidente Mubarak era elogiado como um fiel aliado na critica zona do Médio Oriente.

Vamos ler o artigo:

O apoio secreto dos Estados Unidos aos líderes rebeldes
A divulgação de informações, contidas na diplomacia segreda dos EUA revelada anteriormente por WikiLeaks, mostram funcionários norte-americanos que pressionaram o governo egípcio para a libertação dos dissidentes que tinham sido detidos pela polícia. Mubarak, que está a enfrentar o maior desafio à sua autoridade ao longo dos seus 31 anos no poder, ordenou ao exército para ocupar as ruas do Cairo ontem, enquanto os tumultos eclodiam em todo o Egipto.[...]

William Hague, o Ministro dos Negócios Estrangeiros [da Grã Bretanha, NDT], pediu ao governo egípcio para atender às “exigências legítimas dos manifestantes”.

Hillary Clinton, o secretário de Estado dos EUA, disse que estava “profundamente preocupada com o uso da força” para reprimir os protestos.
Numa entrevista para o canal de notícias americano CNN, transmitida amanhã, David Cameron disse: “Eu acho que precisamos de reforma do País. Quero dizer, nós apoiamos a reforma e o progresso na maior reforço pela democracia, os direitos civis e do Estado de Direito”.

O governo dos EUA tem sido um apoiante do regime do Presidente Mubarak. Mas os documentos revelados mostram que a América estava a oferecer apoio aos activistas pró-democracia no Egipto, apesar de elogiar Mubarak publicamente como um importante aliado no Médio Oriente.

Numa comunicação diplomática secreta, do dia 30 de Dezembro de 2008, Margaret Scobey, o embaixador dos EUA no Cairo, registou que os grupos de oposição estavam alegadamente a elaborar planos secretos para a “mudança de regime”, a ter lugar antes das eleições, previstas para Setembro deste ano.

O memorando, que o embaixador Scobey enviou ao Secretário de Estado dos EUA, em Washington, foi marcado como “confidencial” e era intitulado “Visita nos EUA do activista do grupo 06 de Abril e mudança de regime no Egipto”
Nele, o activista afirmava:

“Várias forças da oposição tinham concordado em apoiar um plano não escrito para uma transição em direcção duma democracia parlamentar, programando uma presidência enfraquecida, um ministro e um parlamento com poderes alargados antes das eleições presidenciais de 20110.”

A fonte da embaixada disse que o plano era “tão delicado que nem podia ser escrito”.

O embaixador Scobey perguntou-se se tal plano “irrealista” poderia ter funcionado.

No entanto, os documentos mostram que o activista tinha sido abordado por diplomatas dos EUA e que recebeu amplo apoio para a sua campanha pró-democracia por parte de funcionários em Washington.

A embaixada ajudou o activista presenciar uma reunião para jovens activistas em New York, que foi organizada pelo Departamento de Estado dos EUA.
Funcionários da embaixada do Cairo alertaram Washington de que a identidade do militante deveria ter sido mantida em segredo, porque poderia ter enfrentado retaliações uma vez regressado no Egipto. Inclusive, ele já teria sido torturado por três dias pela segurança do Estado egípcio, depois de ter sido preso por ter participado num protesto alguns anos atrás.

Os protestos no Egipto estão a ser impulsionados pelo movimento da juventude 06 de Abril, um grupo de Facebook que tem atraído principalmente os membros jovens e educados da oposição a Mubarak. O grupo tem cerca de 70.000 membros e usa sites de redes sociais para orquestrar protestos e relatar as próprias actividades.

Os documentos divulgados pela WikiLeaks revelam que os funcionários da Embaixada dos EUA estiveram em contacto regular com o activista ao longo de 2008 e 2009, considerando-o uma das fontes mais confiáveis na informação sobre os abusos dos direitos humanos.

Estados Unidos. E Wikileaks. Ainda uma vez.

A presença activa dos EUA na mudança de regime em curso faz nascer dúvidas acerca da espontaneidade do movimento não apenas egípcio mas também no da Tunísia, da Argélia, do Yemen.

E que dizer dos protestos na Turquia, na Índia, na Albânia ou na China? Todos naturais, tudo “vontade do povo”?
Ou estamos perante uma nova aplicação do lema divide et impera, técnica que a CIA tão bem conhece?

Depois Wikileaks.
Pouco antes das revoltas começarem, eis que a criatura de Julian Assange revela como os Estados Unidos, afinal, sempre estiveram ao lado dos bons.

Ainda uma vez, a divulgação de documentos confidenciais, que em teoria poderia ter provocado problemas aos Estados Unidos, acaba com o tornar-se uma mais valia.

Sem Assange, teria sido muito mais complicado para os Estados Unidos demonstrar a participação na “libertação” do Egipto, sobretudo tendo em conta as boas palavras dedicada ao Presidente Mubarak.

E mesmo que as já citadas revoltas nos outros Países não tenham visto o apoio directo de Washington, os Estados Unidos poderão agora apresentar-se como os paladinos da liberdade, os que ajudaram os povos muçulmanos reprimidos a abater os ditadores.

Mas agora é muito mais simples, Wikileaks é testemunha.
Começa a ser mais claro o efeito dominó das revoltas na África do Norte.
Começa a ser mais claro o papel de Wikileaks.

Fonte: http://www.informacaoincorrecta.blogspot.com/

As 4 fases do Projeto Blue Beam