domingo, 18 de setembro de 2016

Alguém está aprendendo como derrubar a Internet

ddosattack
O tamanho e a escala desses experimentos – e especialmente a sua persistência – apontam para governos.

Durante este ano e talvez também durante o ano passado, alguém vem pondo à prova as defesas das empresas responsáveis por manter em funcionamento pontos críticos da internet. Esses experimentos vêm na forma de ataques bem calibrados, concebidos para verificar com exatidão a capacidade de defesa dessas empresas e o que seria necessário para derrubá-las. Não sabemos quem está fazendo isso, mas tudo indica que seja um país de grande porte. China ou Rússia seriam meus primeiros candidatos.


Antes de mais nada, uma pequena contextualização. Se você quer derrubar uma rede da internet, o modo mais fácil é por meio de um ataque de negação de serviço distribuído (DDoS – Distributed Denial of Service). Como o nome diz, é um ataque concebido para impedir que usuários legítimos tenham acesso ao site. Há algumas sutilezas, mas basicamente significa enviar uma quantidade muito grande de dados para o site de modo a congestioná-lo. Esses ataques não são novos: hackers fazem isso com sites dos quais não gostam e criminosos têm usado essa técnica como forma de extorsão. Há todo um setor da economia, com um arsenal de tecnologias, dedicado à defesa de DDoS. Mas trata-se basicamente de uma problema de largura de banda. Se o atacante tiver um poder de fogo maior do que o do defensor, o atacante ganha.


Recentemente, algumas das maiores empresas que fornecem a infraestrutura básica que mantém a internet funcionando notaram um aumento de ataques DDoS contra elas. O pior de tudo é que elas perceberam um certo perfil nos ataques. Esses ataques são significativamente maiores do que os que elas estão acostumadas a sofrer. Duram mais tempo. São mais sofisticados. E parecem experimentos. Numa semana, por exemplo, o ataque pode começar num determinado nível de força e ir aumentando lentamente antes de parar. E assim continua, com essas características, como se o atacante estivesse procurando pelo ponto exato de falha.
Os ataques também são configurados de forma a mapear todas as defesas da empresa. Há inúmeros modos de lançar um ataque DDoS. Quantos mais vetores de ataque o atacante empregar simultaneamente, mais defesas diferentes o defensor tem de empregar para contê-los. Essas empresas têm notado um número maior de ataques com três ou quatro vetores diferentes. Isso significa que as empresas têm de usar todos os recursos de que dispõem para se defender. Elas não podem esconder nada. São forçadas a mostrar a sua capacidade de defesa ao atacante.

Eu não posso dar detalhes porque essas empresas falaram comigo sob a condição de anonimato. Mas tudo isso é consistente com o que a Verisign tem relatado. A Verisign mantém o registro de muitos domínios de topo mais usados da internet – como .com e .net. Se ela for derrubada, haverá um blackout global de todos os websites e endereços de e-mail na maior parte dos domínios de topo comuns. A cada trimestre, a Verisign publica um relatório de tendências de ataques DDoS. Embora essa publicação não tenha o nível de detalhe que obtive das empresas com as quais conversei, as tendências são as mesmas: “no segundo trimestre de 2016, os ataques continuaram, tornando-se mais frequentes, mais persistentes e mais complexos”.

Há mais ainda. Uma empresa me falou sobre a variedade de ataques de verificação, além dos ataques DDoS: ataques testando a capacidade do defensor de manipular endereços e rotas da internet, visualizando quanto tempo o defensor demora para responder, e assim por diante. Alguém está testando exaustivamente as capacidades de defesa essenciais das empresas que fornecem os serviços críticos da internet.
Quem faria isso? Não parece trabalho de ativista, criminoso ou pesquisador. Mapear a infraestrutura básica é uma prática comum em espionagem e de serviços de inteligência. Não é normal que empresas façam isso. 

Além disso, o tamanho e a escala desses experimentos – e especialmente a sua persistência – apontam para governos. Parece um cibercomando militar de um país tentando calibrar o seu armamento para o caso de uma ciberguerra. Isso me lembra o programa americano da Guerra Fria, com aviões sobrevoando a União Soviética a alta altitude para forçar a ativação dos sistemas de defesa aérea soviéticos a fim de mapear a sua capacidade.

O que podemos fazer? Na realidade, nada. Não sabemos de onde os ataques vêm. Os dados que eu tenho sugerem a China, a mesma avaliação das pessoas com quem conversei. Por outro lado, nesses tipos de ataques é possível dissimular o país de origem. A NSA, que tem mais vigilância no backbone da internet do que todo mundo junto, provavelmente tem uma ideia melhor mas, a menos que os EUA decidam causar um incidente internacional, não veremos nenhuma manifestação por parte do governo americano.
Mas isso está acontecendo. E as pessoas devem saber.

https://www.schneier.com/

Artigo
publicado originalmente no Lawfare.com.

Tradução: Ricardo Hashimoto

domingo, 28 de agosto de 2016

O verdadeiro propósito do ambientalismo

Por Ben Velderman

Se por acaso pensas que o propósito final do movimento ambientalista é o de parar com as "mudanças climáticas causadas pelo ser humano", levando a que as pessoas conduzam carros elétricos taxando as empresas devido às suas emissões de carbono, então tens que rever o que pensas. 
Um documentário recente revela que os planos dos "tree-huggers" [literalmente, "abraçadores de árvores"] é o de "salvar o planeta" reduzindo de modo drástico a população humana - talvez até 90% da população humana.


“The War on Humans” [A Guerra Contra os Humanos] é um filme de 30 minutos produzido pelo "Discovery Institute", grupo de reflexão sediado em Seattle [EUA] que lida com tópicos tais como a ciência, a cultura e a bioética. No filme, o diretor John West revela o lado sombrio do ambientalistas extremistas Americanos, que rejeitam a ideia do ser humano ter um lugar especial na natureza, acima dos "animais não-humanos".


Mais propriamente: os extremistas acreditam que o ser humano é a "praga do planeta" e que a única cura possível é um gigantesco despovoamento. Para atingir este plano ambicioso, os radicais desenvolveram uma estratégia a longo plano, tal como o filme "War on Humans" revela.

A Fase Um é composta por propaganda feita com o propósito de levar as pessoas - especialmente as crianças em idade escolar e os universitários - a aceitar a premissa de que os seres humanos não são inerentemente melhores que as outras espécies [ed: daí a importância da teoria da evolução], e de que facto, os humanos podem até ser piores visto às suas ações egoístas são responsáveis por destruir o planeta.

Para atingir esse fim, os ambientalistas têm usado o sistema educacional da nação como forma de convencer a geração seguinte de que a atividade humana é a causa única para as alterações climáticas. Eles têm também comunicado a mensagem de que "os humanos estão a destruir o planeta" através de filmes tais como o recente filme "Noé" (2014). O propósito aparente é o de levar a geração seguinte a pensar duas vezes antes de fazer filhos.

Ao fazer duma vida sem filhos algo "moderno", em voga e ambientalmente "responsável", os ambientalistas radicais acreditam que podem atingir os seus planos de despovoamento mundial através da atividade voluntária. (Isto explica também a obsessão contínua dos progressistas pela expansão do acesso à pílula, particularmente através do assim chamado Affordable Care Act.)

Dar aos animais o direito de processar

A Fase Dois do plano dos extremistas é onde o filme “The War on Humans”fixa a maior parte da sua atenção, explicando que o esforço para atingir o despovoamento depende dos tribunais Americanos darem aos animais e à natureza direitos constitucionais.

Eis como as coisas funcionam: Se os extremistas conseguirem convencer os juízes de que os animais têm os mesmos direitos que os seres humanos - provavelmente fundamentando esta posição no facto deles sentirem dor ou terem algum tipo de auito-consciência - então os animais terão posição legal nos tribunais, e a habilidade de processar (claro que com a ajuda dos seus "amigos" humanos) como forma de ver os seus "direitos" protegidos.

Tais acções legais podem fechar fazendas e todas as atividades relacionadas com animais, e podem impedir o desenvolvimento de terras - para habitação, uso industrial ou produção de energia - com o fundamento de que iria matar animais e arruinar os seus habitats.

Mesmo que os ambientalistas não sejam bem sucedidos nas suas ações legais, o custo da litigação pode levar os agricultores e os fabricantes à bancarrota - ou elevar o custo dos seus produtos o que os tornará menos apelativos para os consumidores.

Isto resultará na danificação e na diminuição da economia Americana. Os custos de vida aumentarão de modo brutal, o que tornaria financeiramente impossível a educação duma família grande - ou até mesmo duma família pequena. Dito de outra forma, a miséria econômica causada pelas ações legais centradas nos "interesses dos animais" iriam suprimir a reprodução humana, e, desde logo, avançado os propósitos de despovoamento dos ambientalistas radicais.

Isto pode ter a aparência de conspiração forçada, mas, tal como o filme “The War On Humans”ressalva, mais de 100 das melhores faculdades de Direito têm clínicas de advocacia dos direitos dos animais. Isto é um bom indicador de que o movimento que visa conferir uma posição legal aos animais crescerá e tornar-se-á ainda mais poderoso nos anos que se aproximam.


Um desses esforços está atualmente a ser levado a cabo no sistema judicial de New York.

O "The Independent" reporta que em Dezembro último Steven Wise, advogado centrado nos "direitos dos animais" e líder do "Nonhuman Rights Project", “solicitou citações de habeas corpus - usados para se obter a liberdade de quem foi ilegalmente detido - em nome de 4 chimpanzés do estado de New York”. Se Wise for bem sucedido, escreve o The Independent, isso "enviará ondas de choque legais por todo o mundo". 

Wise diz que continuará a dar entrada a este tipo de ações legais até que um juiz confira direitos constitucionais aos animais - e, por extensão, à natureza.

Ensinem bem as vossas crianças

John West, diretor do filme "The War On Humans", diz à EAG news que a melhor maneira dos Americanos resistirem estes esforços destrutivos é o de explicar aos filhos o perigo do extremismo ambientalista. "As pessoas com mais de 35 ou 40 anos tendem a assumir que os seres humanos são únicos e dignos de respeito", diz West, acrescentando que isto faz parte do legado dos movimento pelos Direitos Civis.

No entanto, diz West, há u crescente contingente de Americanos abaixo dos 3 anos que está a reverter a ideia da posição única do ser humano - acima de todas as outras formas de vida.

Muitos destes jovens não aceitam ouvir as críticas aos ambientalistas radicais porque foram enganados por Hollywood e pelo sistema de ensino, e levados a acreditar que quem quer que se oponha ao movimento "verde" e às suas políticas não se preocupa com a proteção do planeta, e nem quer tratar os animais duma forma humana. West afirma que os pais têm que explicar as filhos que esta é uma falsa escolha:
Os pais têm que ser proativos e começar a discutir estas coisas com os filhos. Não assumam que os vossos filhos terão os mesmos pontos de vista e o mesmo senso comum que vocês têm. Os pais acreditam que através da osmose, os seus filhos irão ter a mesma visão que eles. Não, eles não terão.
Os pais têm que separar algum tempo para partilhar as suas crenças com os seus filhos, e serem capazes de responder às suas questões. West diz que isto irá desenvolver habilidades de pensamento crítico nos filhos - que eles irão precisar para navegar através de toda a propaganda ambientalista que irão encontrar na escola secundária e na universidade.

A cena do filme mais apreciada por West mostra humanos a salvar um cão que havia caído através de gelo para dentro de água gelada:

O facto de pessoas terem tencionado salvar um cão diz muito do ser humano. Eles tomaram a decisão consciente de salvar um membro de outra espécie, algo que nenhum outro animal faz. Isto é a marca do ser humano e isso revela o quão únicos nós somos.

O filme “The War on Humans” pode ser visto no YouTube, e o mesmo é baseado no eBook de Wesley Smith com o mesmo nome; o livro pode ser comprado através da Amazon.com.

Phonte: http://bit.ly/1mRKPRj

* * * * * * *

Como se não fosse suficientemente mau o facto do ambientalismo radical ser uma ideologia que ataca a própria existência da espécie humana, ficamos a saber entretanto que um dos mais famosos grupos ambientalistas do mundo, a Greenpeace, é financiada pela família Rockefeller, algo confirmado mais tarde pela própria Greenpeace.

Ou seja, os ambientalistas afirmam combater o "capitalismo" e as "companhias petrolíferas" ao mesmo tempo que recebem elevadas somas de dinheiro de famílias capitalistas e entidades petrolíferas.

Para além disso, a PETA, organização que alegadamente "defende" os "direitos" dos animais, mata 95% dos animais ao seu "cuidado". Urge perguntar: o que é que eles fazem com os donativos? Resposta:mais ou menos o mesmo que todo o líder esquerdista faz com o dinheiro que os idiotas úteis lhes enviam, isto é, guardam para si, e pouco ou nada fazem em favor da causa que gerou o donativo.

Conclusão:

O ambientalismo, tal como todas as ideologias da Nova Esquerda, nada mais é que uma fachada dos mesmos grupos globalistas que há décadas tentam "unificar" o mundo sob o domínio de algumas poderosas famílias dinásticas e poderosos grupos financeiros.

O ambientalismo de maneira nenhuma está envolvido com o bem estar dos animais, da mesma forma que o feminismo não está minimamente relacionado com os interesses genuínos das mulheres, e da mesma forma como o ativismo homossexual não reflete o que a maioria dos homossexuais quer. 
Todas estas ideologias são fachadas que a Esquerda militante usa para levar a cabo o plano de Antonio Gramsci e da Escola de Frankfurt de subversão cultural (destruição da civilização Ocidental).

Fonte: Marxismo Cultural

sábado, 30 de julho de 2016

União Europeia: uma perversidade econômica e moral

União Europeia: uma perversidade econômica e moral

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Um entrevista com Hans-Hermann Hoppe para o semanário polonês Najwyższy Czas!

Qual é a sua leitura da Europa Ocidental atual e, particularmente, da União Europeia?
Atualmente, todos os grandes partidos políticos da Europa Ocidental, independentemente dos seus nomes e de seus programas partidários, estão essencialmente comprometidos com a mesma ideia, o socialismo democrático. Eles usam as eleições democráticas para legitimar a tributação de pessoas produtivas em benefício daquelas que são improdutivas. Eles taxam as pessoas, que ganharam seus salários e acumularam riqueza através da produção de bens e serviços, adquiridos voluntariamente por consumidores (e, é claro, especialmente os mais “ricos” dentre estes), e depois eles redistribuem o produto deste saque entre eles mesmos, ou seja: o estado democrático que eles controlam, ou esperam controlar, e os seus diversos aliados políticos, seus partidários e potenciais eleitores.
Eles não designam essa política pelo seu nome apropriado: a punição dos produtivos e a gratificação dos improdutivos, é claro. Isso não seria algo muito popular. No lugar disso, eles batem na tecla do sempre popular sentimento de inveja e alegam cobrar impostos dos poucos “ricos” para poder manter os tantos “pobres”.  No entanto, a verdade é que essa política leva mais e mais pessoas produtivas a ficarem mais pobres, enquanto que um sempre crescente número de pessoas improdutivas fica mais rico.

Mas e a União Europeia?
Quando olhamos para a União Europeia vemos que a coisa fica ainda pior. A União Europeia é o primeiro passo para a criação de um super-estado europeu e, por fim, de um governo mundial, dominado pelos EUA e seu banco central, o FED. Desde os seus primórdios e apesar de todas as pomposas declarações contrárias, a União Europeia nunca teve a ver com livre comércio e competitividade. Caso fosse este o caso, não haveria nenhuma necessidade de centenas e centenas de páginas de regras e regulações! Muito pelo contrário, o propósito central da União Europeia, apoiada o tempo todo pelos EUA, sempre foi o enfraquecimento da Alemanha como carro chefe da economia europeia. Para viabilizar isso, a Alemanha foi arrastada para uma onda de culpa que não parece ter fim e, então pressionada a transferir cada vez mais a sua já limitada soberania (em comparação com os EUA) para a União Europeia em Bruxelas. É especialmente digno de nota que a Alemanha esteja perdendo a sua soberania monetária e que esteja abandonando a sua moeda tradicionalmente “forte”, o marco alemão, em favor do euro “fraco”, emitido pelo Banco Central Europeu (BCE), composto em sua esmagadora maioria pelos banqueiros centrais politicamente conectados dos países que possuem tradicionalmente moedas “fracas”.
A União Europeia, portanto, se caracteriza por três dos seguintes elementos:
  • Primeiro: a harmonização entre a estrutura de tributação e regulação ao longo de todos os países-membros, com o objetivo de reduzir a competição econômica e especialmente a competição de impostos entre os diferentes países, tornando todos os países igualmente não competitivos.
  • Segundo: além da perversidade econômica e moral de cada país ao punir os produtivos e subsidiar os improdutivos, adiciona-se uma nova camada de redistribuição internacional de renda e riqueza. Agora os países com melhor performance econômica, como a Alemanha e aqueles do norte da Europa, são punidos, enquanto se recompensa os países com performance pior do ponto de vista econômico (a maioria do sul do continente), tornando, portanto, a performance econômica de todos os países igualmente pior.
  • E, terceiro, de importância cada vez maior, especialmente durante a última década: de forma a superar a crescente resistência, em diversos países, contra a transferência de soberania para Bruxelas, que vem aumentando em ritmo constante, a União Europeia está em uma cruzada com objetivo de erodir e, por fim, destruir, todas as identidades nacionais e toda a união cultural e social que existe nos diversos países. A ideia de nação e de identidades nacionais e regionais vem sendo ridicularizada enquanto o multiculturalismo é aclamado como uma “bênção” inquestionável. Assim como a promoção da garantia de privilégios legais e de “proteção especial” a todos, exceto aos homens brancos, heterossexuais e, especialmente, aos homens casados e com famílias (que são pintados como “opressores” históricos e portadores de dívidas a serem compensadas, com todas as outras pessoas, suas “vítimas” históricas.) – eufemisticamente chamadas de políticas “antidiscriminação” ou “afirmativas” – minando sistematicamente a ordem social natural. A normalidade é punida, enquanto se premia a anomalia e o desvio.

Podemos dizer então que os políticos da União Europeia são ainda piores que aqueles que operam os assuntos nacionais?
Sim e não. Por um lado, todos os políticos democráticos, sem exceção, são demagogos desinibidos moralmente. O título de um de meus livros em alemão é “A competição dos pilantras”, o que capta a essência do que a democracia e os partidos políticos democráticos são.  Nesse aspecto há muito pouca ou nenhuma diferença entre as elites políticas de Berlim, Paris, Roma etc., e aqueles que estão comandando o show em Bruxelas. De fato as elites da União Europeia são tipicamente compostas de políticos que já foram, com a mesma mentalidade dos seus pares domésticos, em busca de salários extremamente extravagantes, benefícios e pensões amplamente distribuídos pela UE.
Por outro lado, as elites da UE são piores que os seus camaradas políticos nacionais, é claro, no sentido de que as suas decisões e regras prejudicam um número significativamente maior de pessoas.

Então qual é a sua previsão para o futuro da UE?
A UE e o BCE são uma monstruosidade econômica e moral, e uma violação do direito natural e das leis da economia. Você não pode punir de forma contínua a produtividade e o sucesso e premiar a falta de iniciativa e o fracasso sem causar um desastre. A UE irá passar por diversas crises econômicas sucessivas e, por fim, irá quebrar. O Brexit, que acabou de ocorrer é apenas o primeiro passo do inevitável processo de desconcentração e descentralização políticas.

Há algo que um cidadão comum possa fazer nesta situação?
Em primeiro lugar, em vez de engolir a ladainha pomposa dos políticos sobre “liberdade”, “prosperidade”, “justiça social” etc., aprender a enxergar a UE como ela realmente é: uma gangue de super picaretas que aumentam o seu poder e sua riqueza às custas de pessoas produtivas. Em segundo lugar, as pessoas devem aprender a desenvolver uma visão clara da alternativa ao pântano atual: não um super estado europeu nem mesmo uma federação de estados nacionais, mas uma visão de uma Europa formada por centenas de Liechtensteins e cantões suíços, unidos entre si através do livre comércio e em competição uns com os outros, na tentativa de oferecer as condições mais atrativas para que pessoas produtivas ali permaneçam ou se mudem para lá.

Você poderia traçar um paralelo entre os EUA e a situação atual da Europa?
A diferença entre a situação da Europa Ocidental e dos EUA é muito menor do que geralmente se considera de cada lado do oceano Atlântico. Em primeiro lugar, os acontecimentos na Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial foram observados de perto, guiados e manipulados, quer fosse através de ameaças ou mediante pagamento de subornos, pelas elites políticas de Washington, a capital dos EUA.  De fato, a Europa tornou-se em sua essência um vassalo, um satélite, um dependente dos EUA. Isso pode ser observado, por um lado, pelo fato de que atualmente tropas americanas estão posicionadas por toda a Europa, até a fronteira russa. E por outro lado, pode-se observar a contínua romaria das elites políticas europeias em direção a Washington, realizada de forma mais regular e mais zelosa do que qualquer peregrinação muçulmana até Meca, com o objetivo de receber as bênçãos de seus mestres. Isso ocorre em especial com a elite política alemã, cujo complexo de culpa neste meio tempo assumiu o status de uma espécie de doença mental. Os alemães se destacam por sua covardia, subserviência e solicitude.

Já em relação aos assuntos domésticos dos EUA, ambos europeus e americanos estão geralmente errados. É frequente que os europeus ainda enxerguem os EUA como a “terra da liberdade”, do individualismo inabalável e do capitalismo sem barreiras ou entraves. Enquanto que os americanos, desde que eles saibam ou aleguem saber qualquer coisa que seja, sobre o mundo que existe além dos EUA, frequentemente enxergam a Europa como um local de socialismo desenfreado e coletivista, completamente alheio ao seu próprio “American way”. De fato não existe uma grande diferença entre o assim chamado “capitalismo democrático” dos EUA e o “socialismo democrático” europeu. Seguramente, os EUA sempre tiveram mais e mais proponentes vocais do capitalismo de livre mercado, ainda é capaz de atrair muitos dos melhores e mais brilhantes do mundo e, de fato, a porcentagem de imposto americano em relação ao PIB fica atrás da maioria dos países europeus – mas nem tanto assim. Na realidade está mais alta do que a da Suíça, país que não é membro da UE, por exemplo. E no que se refere a dívida do governo americano como uma porcentagem do PIB, esta é na realidade mais alta do que a da maioria dos países europeus e coloca os EUA na mesma categoria econômica do que países como a Grécia, por exemplo.  Também é verdade que: nos EUA você ainda pode dizer quase tudo o que você quiser sem ter que temer um processo criminal, enquanto que tomar tal liberdade na maior parte da Europa pode muito bem te colocar na cadeia. No entanto a doença do “politicamente correto”, da “não discriminação” e da “ação afirmativa”, que está atualmente se alastrando no mundo ocidental como uma epidemia é, de fato, originária dos EUA. Isso começou em 1960, com a assim chamada legislação dos “direitos civis” e foi lá mesmo nos EUA, que ela tomou maior vulto e atingiu os seus maiores excessos e graus de absurdez. Dessa forma, embora dizer a coisa politicamente incorreta não faria com que você fosse preso nos EUA, você teria a sua carreira destruída quase que certamente,  e de forma ainda pior, do que em qualquer país europeu.
E quanto à política externa americana: subitamente as elites políticas dos EUA começaram a convidar o terceiro mundo a vir para os EUA, e muito antes que as mesmas políticas “multiculturais” fossem adotadas também na Europa, essas mesmas elites conduziram uma política agressiva de invasão mundial e atacaram, apenas nas décadas mais recentes, o Afeganistão, Paquistão, Iraque, Líbia, Síria, Sudão, Somália e o Iêmen, causando a morte de centenas de milhares de civis inocentes e gerando uma onda de terrorismo islâmico, em grande parte custeado pela Arábia Saudita, com quem as elites políticas alimentam uma relação de extrema cordialidade.

Por fim, como você avalia o sucesso econômico dos ex países comunistas, como a China, que combinam ditaduras de um só partido com mercados parcialmente livres?
O sucesso econômico de um país depende de três fatores interdependentes: a segurança da propriedade privada e dos direitos de propriedade, a liberdade de contrato e de comércio e a liberdade de associação e desassociação – e, é claro, da diligência, inteligência e perspicácia de seu povo. Cada um dos estados do mundo, uma vez que depende de tributos para o seu próprio financiamento age através da violação desses requisitos. Mas essa violação pode ser maior ou menor e mais ou menos abrangente. Isso explica o relativo sucesso de alguns países e o fracasso de outros. A organização interna de um estado, quer seja uma ditadura de um só partido ou uma democracia pluripartidária, é essencialmente irrelevante neste aspecto. De fato, como o exemplo recente da Venezuela nos demonstra vividamente, a democracia e a eleição democrática pode muito bem levar a quase completa abolição dos direitos de propriedade privada e ao fim da liberdade contratual e comercial e resultar em um espetacular colapso econômico.
Da mesma forma, comparativamente a performance econômica da China x Índia é instrutiva neste aspecto. Enquanto que a Índia moderna, já há 70 anos, é governada democraticamente, a China moderna foi governada o tempo todo por uma ditadura comunista mono partidária, aproximadamente metade do tempo, na era do Mao por um partido comunista ortodoxo, e na segunda metade por um regime reformista-comunista “liberal”. O resultado? Ambos os países ainda se encontram desesperadamente pobres, de acordo com as medidas dos padrões ocidentais, indicando que ambos os governos mostraram pouco ou nenhum respeito à propriedade privada e seus direitos. Mas: enquanto que a situação econômica estava igualmente desesperadora em ambos os países até o início dos anos 1980, desde então, com o surgimento do “comunismo reformista” na China, o PIB chinês ultrapassou bem e ficou significativamente acima do PIB da Índia, indicando uma maior liberdade econômica comparativamente na China e/ou uma população chinesa média mais brilhante e mais diligente.
Concluindo: não confie em uma democracia, mas você tampouco deveria confiar em uma ditadura. Prefira confiar em uma descentralização política radical, não apenas na Índia e na China, mas em todo e qualquer lugar.

Traduzido por Tatiana Villas Boas Gabbi.

As 45 Metas para a implantação do comunismo no mundo segundo o livro "Th...

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Vigilância de Vizinhança Inteligente em 2025 : Sistema Biométrico De Detecção De Intrusão, Armas De Energia Dirigida E Drones observando seu Telhado : Este será o Controle Total 666 : Cristão Alerta/Apocalipse



Vigilância de Vizinhança Inteligente em 2025: Sistema Biométrico De Detecção De Intrusão, Armas De Energia Dirigida E Drones observando seu Telhado - Este será o Controle Total 666



Um novo relatório encomendado pela maior empresa de segurança em casa dos Estados Unidos, ADT, oferece uma pré-visualização de um futuro que faz os métodos de segurança de hoje parecer ser a Idade da Pedra, por comparação. E poderia chegar a tempo tão pouco quanto dez anos.

A maioria das pessoas tornaram-se aclimatadas para as seguintes tecnologias aparentemente díspares que estão se tornando parte da vida cotidiana: drones, câmeras de vigilância, identificação biométrica e tecnologia inteligente para a casa . Enquanto as pessoas se tornaram mais conscientes de como o governo tem argumentado para o uso desses sistemas para combater a ameaça sempre presente do terrorismo, eles não imaginaram como isso irá eventualmente escorrer para uma experiência comum do consumidor, nem que eles provavelmente esperam uma completa síntese de estar disponível na ponta dos dedos.
 
Talvez a familiaridade não gere desprezo quando se trata de segurança pessoal, no entanto. O relatório encomendado pela ADT de pesquisadores de segurança e consultores, Futurizon , pinta um retrato de uma população assustada onde um total de 60% ​​das pessoas não se sentem seguras em sua própria casa e provavelmente vai abraçar novas soluções oferecidas pelas tecnologias de vigilância e de identificação avançadas.

O método mais iminente que Futurizon vislumbra é aquele que emprega o reconhecimento facial. Isto, obviamente, já está disponível, mesmo em toda a cidade, em lugares como a cidade de Nova York Anel de Aço . O mesmo conceito pode ser usado nos bairros equipados com câmaras de segurança ligadas a uma base de dados de criminosos conhecidos. Mediante esse "criminoso" entrando em um bairro, um alarme seria acionado que poderiam remover a ameaça antes de um ato poder ser praticado: pré-crime.

No entanto, porque os avisos de pré-crime podem não ser suficientes, o estudo prevê que a próxima fase seria empregar armas de energia dirigida virtuais - neste caso, o som de baixa frequência ou sistemas de luz que poderia perturbar fisicamente o intruso. No mínimo, os pesquisadores ver o potencial para o sistema de segurança para falar com o intruso e informá-los (pelo nome) que eles foram identificados e estão sendo monitorados.


Se isto não é o suficiente de um impedimento e o intruso consegue continuar o progresso para a frente, sistemas de propriedade, tais como pistolas contendo um produto químico poderiam marcar o intruso com o sistema de alerta geral acionando o lançamento de drones do telhado para capturar vídeo e talvez iniciar prisão por robôs guardas policiais estacionados nas proximidades.

Enquanto algumas pessoas podem concluir que cada um tem o direito de defender a sua propriedade privada como bem entender, ou mesmo cooperar com os países vizinhos para assistir a sua comunidade, seria bom lembrar que em um mundo impulsionado por dados e comunicações ligados, o aparelho torna-se uma rua de duas vias; tudo o que pode ser recebido pode também ser transmitido. Uma vez que a sociedade está coberta por se acredita ser um aparato de segurança privada, torna-se muito mais fácil para o abrangente Estado tecnocrático centralizar esses sistemas e inverter a sua utilização para apontar para dentro, para o controle e não para fora para proteção. Desta forma, estamos muito provávelmente no caminho para a construção de nossa própria prisão.

Por favor, veja o vídeo abaixo que mostra primeira fase deste programa, onde a casa inteligente está ligada à segurança da ADT. Você está ansioso para as próximas fases como nós conduzimos até 2025?Por favor, deixe seus comentários abaixo.



a Principal Source:

Crédito de imagem : Instituto Tecnológico de Aeronáutica retrato do sistema eSurv: "O sistema baseado em nuvem recolhe dados de vigilância de câmeras de segurança, drones, Google Glass usado por agentes de vigilância e quaisquer outros sensores de segurança localizadas em torno de uma cidade que estão ligados ao sistema. "

Hat Dica: ZenGardner.com


FONTE:
http://illuminatielitemaldita.blogspot.com.br/2016/04/vigilancia-de-vizinhanca-inteligente-em.html







 

sexta-feira, 11 de março de 2016

Internet das Coisas: Controle Total Disfarçado de Conveniência e Status




Real Agenda Os avanços da tecnologia não deveriam ser arriscados. Os consumidores devem exigir que a sua privacidade e a sua segurança sejam protegidas.
Imagine um mundo onde você está conectado a qualquer coisa onde e quando quiser. Imagine um mundo onde você não tem que pensar sobre o que você quer, porque a Internet das Coisas (IdC) está aí para pensar por você.
Os proponentes de uma sociedade onde todo mundo está conectado a tudo, o tempo todo, são a conveniência e a conectividade contínua que, supostamente, tornarão sua vida mais fácil e mais agradável.

Os detalhes que esses defensores costumam deixar de fora são a segurança e a privacidade e, quando são mencionados, são dispensados como sem importância ou são tratados como algo que se resolverá por si.
Na verdade, o único impedimento que os proponentes da IdC veem como um obstáculo à sua aquisição completa é o preço. Eles destacam como o hardware utilizado para nos manter conectados hoje em dia é inovador, mas, também, como as pessoas se recusam a pagar preços elevados por tais serviços.
Ser parte da IdC está na moda. “As pessoas estão se conectando com produtos e serviços nos dias de hoje não apenas por aquilo que fazem, mas pelo que dizem sobre eles. A tecnologia está se tornando tanto um assunto de identidade pessoal quanto de hardware e silício “, diz Christopher Caen.
De acordo com Caen, no futuro, conveniência e utilidade vão superar preço. Ele diz que as preocupações com preço “não levam em conta a conveniência, valor ou, mais importante, o poder da identidade.”
Ele está certo. Muitas pessoas compram coisas não porque precisam ou porque são baratas, mas porque está na moda. Há uma série de exemplos que podemos citar: smartphones, fones de ouvido, carros, roupas e muito mais. Portanto, aqueles que procuram impor o controle total sobre a população podem contar com a ignorância e o vazio de uma grande maioria que vão fazer qualquer coisa para conseguir o mais recente eletrônico para mostrar que estão na moda.
A ideia usada por aqueles que são a favor da IdC é que, como Caen aponta, “todo esse hardware fabuloso será centrado em você, seus dados e sua identidade.” Se você acha que selfies são um sinal de egocentrismo e arrogância, espere até que milhões de idiotas percebam que há um novo nirvana esperando por eles. De acordo com Caen, é sobre a tecnologia ser capaz de nos cheirar, nos sentir e fazer tudo o que gostamos. É um orgasmo tecnológico.

E quanto à segurança e privacidade?
Enquanto os loucos por tecnologia salivam enquanto esperam que o seu carro os cumprimente cada vez que entrem, avisem a temperatura certa para a cabine ou a velocidade em devem dirigir, as pessoas que ainda querem ter o comando total de suas vidas estão preocupadas com dois aspectos que são verdadeiros problemas quando se trata da Internet das Coisas.
Falta de segurança e violações de privacidade são dois fatos muito reais que impedem as pessoas de embarcarem no trem da alegria da Internet das Coisas.
Aparelhos domésticos com termostatos inteligentes, geladeiras e máquinas de lavar. Dispositivos de segurança, como câmeras de segurança em casa e babás eletrônicas e dispositivos de saúde, como bombas de insulina e aparelhos de marcapasso. E todos nós sabemos dos rastreadores fitness e relógios“, explica Cate Lawrence.
Todos os dispositivos acima citados foram comprovados inseguros. Alguns deles foram hackeados e, no caso dos rastreadores fitness e dos relógios, eles “compartilhavam” informações pessoais com seus fabricantes sem o consentimento dos usuários.
De acordo com Lawrence, “há casos notificados de pais descobrindo hackers observando e conversando com seus filhos durante a noite.” Em Nova York, o Departamento de Assuntos do Consumidor investigou a falta de segurança de monitores de bebê. Intimações foram emitidas a quatro fabricantes de monitores de vídeos de bebê e a Comissão Federal de Comércio emitiu alertas sobre violações de segurança desses dispositivos.
Há uma abundância de dispositivos sem câmeras que são vulneráveis a ataques. Do Toyota Prius a bombas de insulina e chaleiras wi-fi. Alguns são hackeados somente para demonstrar que é possível fazê-lo em vez de malícia, mas ainda é coisa séria “, revela Lawrence.
Drones, os veículos aéreos não tripulados, usados tanto para fins recreativos e militares, foram hackeados. O que mais as pessoas que descartam preocupações de segurança e privacidade precisam como prova para iniciar um fórum adequado para a discussão? “Não é absurdo que uma pessoa que compre um dispositivo e o utiliza de acordo com as instruções do fabricante tenha o direito de privacidade, segurança e uma garantia de ser livre de hackers”, insiste Lawrence.
Enquanto a maioria dos que seguem a moda concentram sua atenção na conveniência e no status que vão ganhar por possuir um dispositivo conectado à IdC, eles são completamente alheios à sua falta de segurança e privacidade. Nem mesmo a existência de legislação que pede que os fabricantes criem dispositivos com uma garantia de segurança e privacidade tem sido suficiente para fazer tais questões relevantes. Um relatório publicado pela Comissão Federal do Comércio em 2015 já pede que os fabricantes forneçam a segurança mínima e privacidade para os usuários:
* Construir a segurança em dispositivos no início e não como uma reflexão tardia no processo de desenho;
* Quando um risco de segurança é identificado, considerar uma estratégia de “defesa em profundidade”, pelo qual várias camadas de segurança podem ser usadas para se defender contra um risco particular;
* Considerar medidas para manter os usuários não autorizados a acessarem o dispositivo de um consumidor, dados ou informações pessoais armazenadas na rede;
* Monitorar dispositivos conectados em todo o seu ciclo de vida e, sempre que possível, fornecer correções de segurança para cobrir os riscos conhecidos.
Lawrence fornece um exemplo claro de negligência do fabricante quando se trata de respeito de privacidade e falta de segurança:
A Comissão Federal de Comércio apresentou uma queixa contra a fabricante de câmera de segurança TrendNet por, supostamente, apresentar, erradamente, seu software como “seguro”. Na sua denúncia, a Comissão alegou, entre outras coisas, que a empresa transmitiu credenciais de login de usuário em texto simples através da Internet, armazenou as credenciais de login em texto claro nos dispositivos móveis dos usuários e não testou as configurações de privacidade dos consumidores para garantir que vídeos marcados como “privado” seriam, de fato, privado".
No caso da TrendNet, hackers conseguiram acessar os dispositivos em transmissões ao vivo, bem como câmeras de vigilância privadas mantidas por indivíduos em suas casas.
Talvez, algo pior do que a falta de regras para os fabricantes é a intervenção do governo decidindo o que é seguro e o que não é. A lei de Segurança e Privacidade em seu carro (SPY Car) permite que o governo estabeleça padrões, através de um sistema de classificação, sobre como um carro ‘protege os passageiros “. Tal legislação é mais um passo para deixar a inteligência artificial (IA), não um ser humano, decidir o que é melhor.

Entre muitas das recomendações previstas na lei estão:
* Exigência de que todos os pontos de acesso sem fio no carro estejam protegidos contra ataques de hackers, avaliados por meio de testes de penetração;
* Exigência de que todas as informações coletadas estejam devidamente protegidas e criptografadas para impedir o acesso indesejado; e;
* Exigência de que o fabricante seja capaz de detectar, comunicar e responder a eventos de hackers em tempo real.
* A partir de hoje, nenhum fabricante de dispositivos pode alegar que os seus produtos são completamente seguros de pirataria ou vigilância ilegal, o que torna irônico que o governo peça exatamente isso às empresas.
Então, qual é o perfil do usuário das atuais formas de tecnologias da Internet das Coisas?
Quando entrevistado sobre o papel da IfThisThenThat (IFTTT), a ferramenta popular que permite que os dispositivos se conectem à internet para realizar uma tarefa simples, Linden Tibbets, o presidente e co-fundador, explicou que as pessoas que o usam geralmente procuram maneiras criativas para controlar seus dispositivos e ter a capacidade de adaptar o ambiente às suas necessidades.
Neste momento, é, geralmente, alguém que está procurando obter algo mais dos serviços que têm. Pessoas que têm alguma experiência profunda com um ou dois ou três serviços individuais, tais como Gmail ou Google Calendar, Facebook, ou, talvez, alguém grande em esportes e ESPN”, disse Tibbets.
Quando perguntado sobre o futuro da IFTTT e outras ferramentas à medida que se tornam parte da Internet das Coisas, Tibbets explicou que o movimento é em direção da chamada SmartHome. “A SmartHome é incrivelmente popular e nós vamos ver uma tonelada de canais conectados. Temos, agora, mais de 70 canais de SmartHome conectados, mas vamos ver esse número explodir … A SmartHome é um pequeno pedaço da excitação geral em torno da Internet das Coisas", confessa.
Uma casa que está conectada à internet através de sensores ou aparelhos é a instância ideal para hackers e agências governamentais com poder ilimitado para vigiar aqueles que decidam adotar a Internet das Coisas como o futuro da vida e sociedade. Tibbets explicou que o objetivo de sua empresa é “permitir experiências agradáveis para seus consumidores”.

Não se engane, estar conectado à internet durante todo o dia não é somente conveniente; é um sonho para qualquer um que aprecia a tecnologia. No entanto, aqueles que procuram viver o resto de suas vidas conectado à Internet das Coisas precisam entender que não há necessidade de abdicar de sua privacidade ou segurança em troca de comodidade, conforto ou conectividade contínua.
Os avanços da tecnologia não têm que ser arriscados. Depende dos consumidores exigirem que a sua privacidade e a sua segurança sejam protegidas.
Leia mais:



Fontes:
- The Real Agenda; Internet das Coisas: Controle Total Disfarçado de Conveniência e Status
 

sábado, 30 de janeiro de 2016

Desmascarando a agenda de controle populacional global


Desmascarando a agenda de controle populacional global

Dr. Brian Clowes
Comentário de Julio Severo: Conheci o Dr. Clowes uns 15 anos atrás num treinamento pró-vida especial em Brasília. Durante alguns dias, aprendi com seu extraordinário conhecimento pró-vida, que todos nós precisamos. Portanto, estou lhes trazendo um pouco de sua sabedoria pró-vida em seu artigo sobre o NSSM 200. Se você não conhece este documento, você deveria conhecer, pois, como diz o Dr. Clowes, o “NSSM 200 é decisivamente importante para todos os líderes pró-vida do mundo inteiro, pois expõe completamente as motivações e métodos repulsivos e antiéticos do movimento de controle populacional.” Todos os líderes pró-vida do mundo precisam conhecê-lo, pois é impossível compreender as atuais campanhas pró-aborto obsessivas sem entender a influência do NSSM 200.
É leitura imprescindível. Para os leitores brasileiros, o que é impressionante nesse documento nefasto é que foi lançado por um governo americano do Partido Republicano, que é visto como de Direita. Todos nós sabemos que os políticos americanos do Partido Democrático são pró-aborto e inconfiáveis quando estão no poder. Veja o exemplo de Barack Obama. Mas será que os republicanos são confiáveis? Eles nunca colaboram em tramas de controle populacional? Lamentavelmente, o NSSM 200 mostra o contrário. Portanto, quer sob os republicanos ou democratas, a máquina de controle populacional do governo dos EUA avança. É claro que Ronald Reagan foi uma exceção maravilhosa. Em 1992 fui convidado por um assessor pró-vida no Senado brasileiro para traduzir do inglês os trechos cruciais, que foram então distribuídos entre os senadores brasileiros. Eis o artigo do Dr. Clowes:
O Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos é o órgão das decisões mais elevadas sobre política externa nos EUA. Em 10 de dezembro de 1974, esse conselho promulgou um documento extremamente secreto intitulado Memorando de Estudo de Segurança Nacional 200 (do original em inglês “National Security Study Memorandum 200,” cuja sigla é NSSM 200), também conhecido como Relatório Kissinger. Seu assunto era “Implicações do Crescimento da População Mundial para a Segurança e Interesses Externos dos EUA.” Esse documento, publicado logo depois da primeira grande conferência internacional de população em Bucareste, foi o resultado da colaboração entre a Agência Central de Inteligência (CIA), a Agência de Desenvolvimento Internacional dos EUA (USAID) e o Departamento de Estado, de Defesa e Agricultura dos EUA.

O Propósito do NSSM 200

O propósito principal das campanhas de controle populacional financiadas pelos EUA é manter acesso aos recursos minerais de países menos desenvolvidos, ou PMDs. O NSSM 200 diz que a economia dos EUA precisará de quantidades grandes e crescentes de minérios do exterior, principalmente de países menos desenvolvidos… Esse fato faz com que os EUA tenham interesses avançados na estabilidade política, econômica e social dos países que suprem os minérios. Sempre que a diminuição da população por meio de índices de natalidade reduzidos aumentar as chances de tal estabilidade, as políticas de controle populacional se tornam relevantes para os suprimentos de recursos e para os interesses econômicos dos EUA.
* a legalização do aborto;
* doutrinação de crianças; e
Esse documento, que é completamente desprovido de moralidade ou ética, vem de modo direto e inevitável incentivando atrocidades e violações em massa de direitos humanos em dezenas de países do mundo. Apresento apenas três exemplos:
Peru. Durante os anos de 1995 a 1997, aproximadamente 250.000 mulheres peruanas foram esterilizadas como parte de um plano para cumprir as metas de planejamento familiar do então presidente Alberto Fujimori. Embora essa campanha fosse chamada de “Campanha de Contracepção Cirúrgica Voluntária,” muitos desses procedimentos eram obviamente feitos à força. Aliás, as mulheres cujos filhos abaixo do peso normal estivessem em programas governamentais de alimentação eram ameaçadas com a negação de alimentos se recusassem ser esterilizadas, e outras eram raptadas de suas famílias e esterilizadas à força.
China. Por muitos anos, o governo dos EUA vem financiando o Fundo de População da ONU (FNUAP). Um dos principais objetivos do dinheiro do FNUAP é a República Popular da China e seu programa de planejamento familiar amplamente criticado que inclui aborto forçado. De acordo com seus próprios documentos, o FNUAP doou mais de 100 milhões de dólares para o programa de controle populacional da China; comprou e produziu um complexo de computadores IBM especificamente para monitorar o programa de controle populacional; providenciou a especialização técnica e técnicos que treinaram milhares de autoridades de controle populacional na China; e presentou a China com um prêmio da ONU pelo “programa de controle populacional mais extraordinário” do mundo.
Uganda. Uganda se tornou o primeiro país africano a reduzir seu índice de infecção do HIV na população adulta, de 21 por cento em 1991 para seis por cento em 2004, uma redução de 70 por cento. A nação realizou essa façanha estupenda desestimulando o uso da camisinha e mudando a conduta do povo. As organizações de controle populacional não poderiam permitir que esse sucesso interferisse no seu modelo inflexível, de modo que minaram agressivamente a campanha do presidente Yoweri Museveni. Timothy Wirth, presidente da Fundação Nações Unidas, chamou essa campanha muito eficaz de “negligência grave contra a humanidade.” A Agência de Desenvolvimento Internacional dos EUA (USAID), Population Services International, CARE International e outras organizações estão impondo a camisinha com todas as forças em Uganda, e o índice de infecção do HIV está mais uma vez avançando. Esse talvez seja o exemplo mais chocante da ideologia do controle populacional superando a ciência de comprovadas campanhas de prevenção ao HIV.

Resumo da Estratégia de Controle Populacional no NSSM 200

Os Estados Unidos precisam de abundante acesso aos recursos minerais dos países menos desenvolvidos.
O fluxo fácil de recursos para os Estados Unidos poderiam ser colocados em risco por ação de governos de países menos desenvolvidos, conflitos trabalhistas, sabotagem ou agitações civis, que são muito mais prováveis se o crescimento populacional for um fator: “Esses tipos de desapontamentos têm muito menos probabilidade de ocorrer sob condições de crescimento populacional lento ou zero.” Os jovens têm muito mais probabilidade de desafiar o imperialismo e as estruturas de poder do mundo, de modo que é preciso reduzir seus números o máximo possível: “Esses jovens podem ser mais prontamente persuadidos a atacar as instituições legais do governo ou propriedade real das ‘elites,’ dos ‘imperialistas,’ das empresas multinacionais ou outras influências — na maior parte estrangeiras — culpadas por seus problemas.”
Os elementos decisivos da implementação do controle populacional incluem:
Identificar o alvos principais: “Esses países são: Índia, Bangladesh, Paquistão, Nigéria, México, Indonésia, Brasil, Filipinas, Tailândia, Egito, Turquia, Etiópia e Colômbia.”
Reconhecendo que “Nenhum país reduziu seu crescimento populacional sem recorrer ao aborto.”
Planejando campanhas com incentivos financeiros para países para aumentar seus índices de uso de aborto, esterilização e contracepção: “Pague mulheres nos países menos desenvolvidos para ter abortos como método de planejamento familiar… De forma semelhante, tem havido alguns experimentos polêmicos, mas extraordinariamente bem-sucedidos, na Índia em que incentivos financeiros, junto com outros truques motivacionais, foram usados para levar grande número de homens a aceitar vasectomias.”
Considerando o uso da coerção em outras formas, tais como negar assistência de alimentos e ajuda em tempo de desastre, a menos que um país menos desenvolvido que é alvo implemente campanhas de controle populacional: “Em que base devemos então fornecer tais recursos alimentícios? A comida deveria ser considerada um instrumento de poder nacional? Seremos forçados a fazer escolhas quanto a quem podemos de modo aceitável ajudar, e se ajudarmos, iniciativas de controle populacional deveriam ser um critério para tal assistência?”
O ponto 6 acima tem de ser muito destacado. A motivação para fomentar o controle populacional é egoísmo puro. Portanto, as organizações que promovem o controle populacional têm de se engajar numa campanha em massa para enganar as pessoas. Elas têm de apresentar seus planos como se fossem iniciativas para apoiar a liberdade pessoal, ou uma preocupação com o bem-estar das nações pobres.

A Pergunta Básica: O Controle Populacional é Necessário?

Há uma consciência crescente de que a “explosão populacional” do mundo acabou ou, aliás, que realmente nunca se concretizou. Quando o pânico da explosão populacional começou no final da década de 1960, a população mundial estava aumentando a uma taxa de mais que dois por cento ao ano. Agora, está aumentando menos de um por cento ao ano, e de acordo com as expectativas esse crescimento vai parar no ano 2040, daqui a apenas uma geração.
O NSSM 200 predisse que a população do mundo se estabilizaria em cerca de 10 a 13 bilhões, com alguns demógrafos predizendo que a população mundial incharia para 22 bilhões de pessoas. Hoje sabemos que a população do mundo alcançará oito bilhões e então começará a diminuir.
Desde o início, o conceito de uma “explosão populacional” tinha motivações ideológicas, dando um alarme falso com a intenção específica de permitir que os países ricos pilhassem os recursos dos países mais pobres.As campanhas consequentes de controle populacional nos países menos desenvolvidos não produziram absolutamente nenhum fruto positivo em suas décadas de implementação. Aliás, as ideologias e campanhas de controle populacional dificultam ainda mais o esforço de dar respostas à grave crise iminente que está se aproximando na forma de uma desastrosa “implosão populacional” no mundo inteiro. É hora de começar a insistir para que as famílias tenham mais filhos, não menos, se queremos evitar uma catástrofe demográfica mundial.
O NSSM 200 não enfatiza os direitos e o bem-estar de indivíduos ou nações, apenas o “direito” dos Estados Unidos de ter acesso irrestrito aos recursos naturais dos países em desenvolvimento. Os Estados Unidos e outros países do mundo desenvolvido, assim como ONGs de controle populacional de motivação ideológica, deveriam estar apoiando e orientando autêntico desenvolvimento econômico que permita que as pessoas de cada país usem seus recursos para seu próprio benefício, com isso levando a uma melhoria dos direitos humanos no mundo inteiro e economias mais saudáveis para todos.
Nenhum relacionamento humano é mais chegado ou mais íntimo do que os relacionamentos que vemos na família. Contudo, o mundo “desenvolvido” tem gasto mais de 45 bilhões de dólares desde 1990 apenas tentando controlar o número de crianças que nascem nas famílias dos países em desenvolvimento por meio da imposição generalizada do aborto, esterilização e controle da natalidade sob os termos gerais “serviços de planejamento familiar” e “saúde reprodutiva.”
Tudo o que dezenas de bilhões de dólares de gastos de controle populacional conseguiram fazer foi transformar centenas de milhões de famílias pobres grandes em famílias pobres pequenas. Se essa quantidade colossal de recursos financeiros tivesse em vez disso sido investida em autêntico desenvolvimento econômico — melhores escolas, água de beber, estradas, assistência médica — centenas de milhões de pessoas estariam vivendo melhor agora.
Traduzido por Julio Severo do artigo de Vida Humana Internacional: Exposing the Global Population Control Agenda
Leitura recomendada:
 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

O dinheiro em papel não vai existir em 10 anos – o FMI e os grandes banqueiros sabem

Em painel no Fórum Econômico Mundial, líderes discutiram o futuro do universo financeiro. E ele é muito incerto
POR ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE
Painel sobre o futuro do mundo financeiro, em Davos (Foto: Reprodução/ YouTube)
Uma sala cheia de banqueiros e profissionais do mercado financeiro preocupados com o futuro. Quando Gillian R. Tett, editora do jornal britânico Financial Times, pergunta quem ali dentro acredita que o dinheiro de papel vai acabar, várias mãos se levantam. Mas uma delas chama mais a atenção: é a deChristine Lagarde, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI). Em um painel intitulado "A transformação das finanças", no Fórum Econômico Mundial, em Davos, grandes nomes debateram nesta quarta-feira (20/01) o incerto futuro das transações financeiras.
Fintechs, moeda virtual e novas regulações. Foi um consenso que o setor está em transformação — mas é difícil saber qual é o impacto de tantas mudanças. Lagarde ressaltou que, entre os mais jovens, muitos não têm relação alguma com os bancos tradicionais. Mesmo assim, usam serviços financeiros.

Ela destaca que ainda se sabe pouco sobre moedas virtuais. De um lado, podem ser muito práticas e eficientes para o cliente. Por outro, podem ser "um grande instrumento para o crime" e "uma ameaça à estabilidade financeira e às políticas monetárias". É preciso repensar tudo. Recentemente, o FMI divulgou um documento no qual faz seus primeiros estudos em relação a essas mudanças. Com tantas acontecendo, existe uma urgência para que reguladores e instituições federais enxerguem esse movimento. Mas todos reconhecem o problema: não dá para saber muito bem o que regular. Tudo é novo.

Parcerias entre as instituições financeiras tradicionais e as disruptivas também são importantes, diz Dan Schulman, CEO do PayPal. O executivo aponta que "o maior impedimento do sucesso futuro é o sucesso do passado". Ou seja, é perigoso ficar apegado a antigos modelos. Ele defende a criação de ambientes de teste, em que seja possível "inovar com responsabilidade". Lagarde gostou da ideia: "Muito interessante, sobretudo porque bancos lidam com os bens do público e com a confiança". Ambos, devem ser protegidos, segundo ela.


Para John Cryan, co-CEO do Deutsche Bank, o dinheiro de papel não vai existir daqui 10 anos.

"É terrível e ineficiente", afirma. Segundo ele, o dinheiro é só um meio de troca. Existirão outros — e talvez não seja o Bitcoin. Ele aponta o quanto essa moeda virtual é complicada e não provou ser uma boa alternativa. Cryan diz ainda que bancos não têm aproveitado as possibilidades do big data como poderiam.

Os colegas concordam. "As chances de usar big data são enormes", diz Tom de Swaan, presidente do conselho do Zurich Insurance Group. Muita coisa teria de ser regulada, no entanto, reconhece. Ainda de acordo com ele, é difícil comandar um banco com tanta imprevisibilidade. O banqueiro sabe que algo novo está vindo, mas sem esquecer o que está acontecendo agora.

"Temos que olhar para o futuro", diz James P. Gorman, chairman e CEO do Morgan Stanley. Segundo ele, o banco passa muito tempo se dedicando a isso. Para Gorman, se você não está considerando como essas ferramentas podem mudar o setor, "não está fazendo seu trabalho". Mas faz ressalvas. Não acha que a mudança — principalmente no que se refere à moeda virtual — será imediata. "Não é ignorância, é pragmatismo."

Também obrigou todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, a receberem certa marca na mão direita ou na testa, para que ninguém pudesse comprar nem vender, a não ser quem tivesse a marca, que é o nome da besta ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Seu número é seiscentos e sessenta e seis.
Apocalipse 13:16-18

sábado, 2 de janeiro de 2016

Show desvenda fundo oculto do ambientalismo




Em numerosos posts deste blog temos documentado e comentado a existência de um fundo panteísta e evolucionista que crepita dissimuladamente no ecologismo radical.

Essa visão do mundo afino com o evolucionismo marxista e o de certas escolas teológicas, como a de Teilhard de Chardin ou místicos pagãos islâmicos, por exemplo.

Infelizmente, ela irrompeu num texto de grande repercussão mundial.

Esse texto que se apresenta como uma encíclica embora não pretenda sê-lo e virtualmente ignore o nome de Jesus Cristo é a Laudato Si’.

Também em numerosos posts publicamos autorizados comentários sobre a ausência de fundamentos científicos sólidos e a consonância ideológica desse quilométrico escrito com a teologia da libertação, na sua versão mais atualizada.

A Laudato Si’ versou sobre matéria para a qual – no parecer altamente autorizado do Cardeal Pell – a Igreja Católica não recebeu mandato de Jesus Cristo para pregar.

À luz dessa afirmação, a Laudato Si’ assume o caráter de opinião de um doutor privado falando a título pessoal.

Entretanto, a projeção do show “Fiat Lux” sobre a basílica de São Pedro que pretende ilustrar essa encíclica, estarreceu a um número incontável de romanos, civis e eclesiásticos, que amam entranhadamente o templo máximo do catolicismo.

O show aprovado por autoridades vaticanas e financiado pelo Banco Mundial foi apresentado como uma forma de pressionar a COP21 nesses dias reunida em Paris para tentar aprovar uma governança mundial radical.

No show o ambientalismo mais radical se exprimiu com imagens e sons que revelam essa religiosidade panteísta que propugna um regime anarco-tribalista para a humanidade.

Até admiradores do pontificado atual, como o vaticanista Andrea Tornielli do jornal “La Stampa”, escreveram que se deles dependesse o enviesado show não deveria ter sido projetado de tal maneira desvenda pressupostos para os quais o público comum não estaria preparado.

A continuação oferecemos um comentário do catedrático de História Roberto de Mattei, autor de inúmeros livros e ganhador de alguns dos mais prestigiosos prêmios acadêmicos da Itália.

Ele descreve e comenta com equilíbrio, respeito e competência o revelador espetáculo exibido nessa noite de 8 de dezembro no Vaticano, sob a bandeira da ecologia.



SÃO PEDRO: uma basílica ultrajada
Roberto de Mattei
(1948 - )
professor de História,
especializado nas ideias
religiosas e políticas no
pós-Concilio Vaticano II.


Basilica de Sao Pedro profanada
A imagem que ficará associada à abertura do Jubileu extraordinário da Misericórdia não é a cerimônia antitriunfalista celebrada pelo Papa Francisco na manhã de 8 de dezembro, mas o retumbante espetáculo Fiat lux: Illuminating Our Common Home, que concluiu a referida jornada, inundando de sons e de luzes a fachada e a cúpula de São Pedro.

Ao longo do show, patrocinado pelo Grupo do Banco Mundial, imagens de leões, tigres e leopardos de proporções gigantescas se projetavam sobre a fachada de São Pedro, que se eleva precisamente sobre as ruínas do circo de Nero, onde as feras devoravam os cristãos.

Graças ao jogo de luzes, a basílica dava a impressão de estar de cabeça para baixo, de dissolver-se e submergir-se. Sobre a fachada apareciam peixes-palhaço e tartarugas marinhas, quase evocando a liquefação das estruturas da Igreja, privada de qualquer elemento de solidez.

Uma enorme coruja e estranhos animais voadores sobrevoavam em torno da cúpula, enquanto monges budistas caminhando pareciam indicar uma via de salvação alternativa ao Cristianismo. Nenhum símbolo religioso, nenhuma referência ao Cristianismo; a Igreja cedia lugar à natureza soberana.

Basilica de Sao Pedro profanada
Andrea Tornielli escreveu que não é preciso escandalizar-se porque, como documenta o historiador da arte Sandro Barbagallo em seu livro Gli animali nell’arte religiosa. La Basilica di San Pietro (Libreria Editrice Vaticana, 2008), foram muitos os artistas que no decurso dos séculos representaram uma luxuriante fauna em torno da sepultura de Pedro.

Mas se a Basílica de São Pedro é um “zoo sagrado”, como a define com irreverência o autor dessa obra, não é porque os animais ali representados estejam recluídos num recinto sagrado, mas porque o significado que a arte atribuiu àqueles animais é sagrado, isto é, ordenado a um fim transcendente.

Com efeito, no Cristianismo os animais não são divinizados, mas valorizados em função do fim para o qual foram criados por Deus: o serviço do homem.

Diz o Salmista: “Deste-lhe o mando sobre as obras das tuas mãos, sujeitaste todas as coisas debaixo de seus pés: Todas as ovelhas e todos os bois e, além destes, os outros animais do campo” (Ps 8, 7-9).

O homem foi posto por Deus como vértice e rei da criação, e tudo deve ser ordenado em função dele, para que, por sua vez, ele ordene tudo a Deus como representante do universo (Gn 1, 26-27).

Deus é o fim último do universo, mas o fim imediato do universo físico é o homem. “De certo modo, nós somos o fim de todas as coisas”, afirma Santo Tomás (In II Sent., d. 1, q. 2, a. 4, sed contra), porque “Deus fez todas as coisas para o homem” (Super Symb. Apostolorum, art. 1).

Por outro lado, a simbologia cristã atribui aos animais um significado emblemático. Não preocupa ao Cristianismo principalmente a extinção dos animais ou o seu bem-estar, mas o significado último e profundo de sua presença.

O leão simboliza a força e o cordeiro a benignidade, para nos lembrar a existência de virtudes e perfeições diversas, que só Deus possui por inteiro.

Na Terra, uma gama prodigiosa de seres criados, da matéria inorgânica até o homem, possui uma essência e uma perfeição íntima, que se expressa mediante a linguagem dos símbolos.

Basilica de Sao Pedro profanadaO ecologismo apresenta-se como uma visão do mundo que transtorna essa escala hierárquica, eliminando Deus e destronando o homem.

Este último é posto em pé de absoluta igualdade com a natureza, numa relação de interdependência não só com os animais, mas também com os componentes inanimados do ambiente que o circunda: montanhas, rios, mares, paisagens, cadeias alimentares, ecossistemas. O pressuposto dessa cosmovisão é a dissolução de toda linha divisória entre o homem e o mundo.

A Terra forma com a sua biosfera uma espécie de entidade cósmica geoecológica unitária. Ela se torna algo mais que uma “casa comum”: representa uma divindade.

Há cinquenta anos, quando se encerrou o Concílio Vaticano II, o tema dominante naquela quadra histórica era um certo “culto ao homem”, contido na fórmula “humanismo integral” de Jacques Maritain.

O livro do filósofo francês, com esse título, é de 1936, mas sua maior influência foi sobretudo quando um leitor entusiasta, Giovanni Battista Montini, eleito Papa com o nome de Paulo VI, quis fazer dele a bússola de seu pontificado.

Na homilia da Missa de 7 de dezembro de 1965, Paulo VI recordou que no Vaticano II se produziu o encontro entre “o culto de Deus que quis ser homem” e “a religião — porque o é — que é o culto do homem que quer ser Deus”.

Cinquenta anos depois, assistimos à passagem do humanismo integral à ecologia integral; da Carta internacional dos direitos do homem à dos direitos da natureza. No século XVI, o humanismo havia recusado a civilização cristã medieval em nome do antropocentrismo. 

A tentativa de construir a Cidade do Homem sobre as ruínas da Cidade de Deus fracassou tragicamente no século XX, e baldas foram as tentativas de cristianizar o antropocentrismo sob o nome de humanismo integral.

A religião do homem é substituída pela da Terra: o antropocentrismo, criticado por seus “desvios”, é substituído por uma nova visão ecocêntrica.

A Ideologia de Gênero, que dissolve toda identidade e toda essência, insere-se nessa perspectiva panteísta e igualitária.

É um conceito radicalmente evolucionista, que coincide em grande medida com o de Teilhard de Chardin. Deus é a “autoconsciência” do universo que, evoluindo, torna-se consciente de sua evolução.

Não é casual a citação de Teilhard no parágrafo 83 da Laudato sì, encíclica do Papa Francesco na qual filósofos como Enrico Maria Radaelli e Arnaldo Xavier da Silveira salientaram pontos em desacordo com a Tradição Católica.

E o espetáculo Fiat Lux foi apresentado como um “manifesto ecologista” que pretende traduzir em imagens a encíclica Laudato sì.

Antonio Socci o definiu no jornal “Libero” como “uma encenação gnóstica e neopagã com uma inequívoca mensagem ideológica anticristã”, observando que “em São Pedro, na festa da Imaculada Conceição, em vez de celebrar a Mãe de Deus, preferiram a celebração da Mãe Terra, para propagar a ideologia dominante, a da ‘religião do clima e da ecologia’, neopagã e neomalthusiana, apoiada pelas potências do mundo. É uma profanação espiritual (porque aquele lugar — lembremo-nos — é um lugar de martírio cristão)”.

Por sua vez, escreveu Alessandro Gnochi em “Riscossa Cristiana”: “Portanto, não foi o ISIS que profanou o coração da Cristandade, nem foram os extremistas do credo laico os que danificaram o credo católico, nem os artistas blasfemos e coprolálicos os que contaminaram a fé de tantos cristãos.

Não era preciso perquisição ou detectador de metal para impedir o ingresso dos vândalos na cidadela de Deus: eles estavam no interior das muralhas e já tinham acionado a sua bomba multicolor de transmissão via satélite no calor da sala de controle.”

Basilica de Sao Pedro profanadaOs fotógrafos, os desenhistas gráficos e os publicitários que realizaram o Fiat Lux sabem o que representa para os católicos a Basílica de São Pedro, imagem material do Corpo Místico de Cristo que é a Igreja.

Os jogos de luz que iluminaram a Basílica tinham uma meta simbólica, antitética àquela expressa por todas as luzes, lâmpadas e fogos que transmitiram ao longo dos séculos o significado da luz divina. Esta luz estava ausente no dia 8 de dezembro. Entre as imagens e luzes projetadas na Basílica, faltavam as de Nosso Senhor e da Imaculada Conceição, cuja festa se celebrava.

São Pedro foi imersa na falsa luz trazida pelo anjo rebelde, Lúcifer, príncipe deste mundo e rei das trevas.

A palavra “luz divina” não é apenas uma metáfora, mas uma realidade, como realidade são as trevas que envolvem hoje o mundo. E nesta vigília de Natal a humanidade aguarda o momento em que a noite se iluminará como o dia, “nox sicut dies illuminabitur” (Salmo 11), quando se cumprirão as promessas feitas pela Imaculada em Fátima.

(Fonte: Corrispondenza Romana. 11.12.2015. Este texto foi traduzido do original italiano por Hélio Dias Viana.)

As 4 fases do Projeto Blue Beam